Memórias Degustativo-Afetivas

Por razões que não cabe aqui adentrar, me lembrei hoje do chocolate Toblerone.

Toblerone pra mim sempre terá sabor de infância. Porque quando era criança muitas vezes meu pai voltava das viagens de trabalho trazendo Toblerone pra nós. Não era sempre; mas eu tinha consciência de que era um mimo, era um deleite aquele chocolate especial. Porque não era fácil de achar (mais ou menos como o KitKat, uma lenda urbana contemporânea nessa terra brasileira).
Me lembro nitidamente de uma ocasião em que estava aguardando por ele, tarde da noite – eu e a Tâmim amávamos ficar esperando por ele, pra ficar conversando, falando sobre o dia, e depois todo mundo ir dormir feliz – e quando o pai chegou veio com o tal Toblerone. E era ele jantando e a gente comendo chocolate e proseando, tarde da noite…
Por isso, a simples imagem de um Toblerone evoca todas essas memórias em mim. Não preciso nem comê-lo; só avistá-lo já me remete no tempo (fiquei muito contente quando voltou a circular por aqui) e me carrega de lembranças boas.
O poder que nossas memórias degustativo-afetivas exercem sobre nós…
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