Educação à francesa

Chamada na capa da Cláudia de março (com a linda Grazi Massafera na capa): “Educação à francesa. Como criar filhos que não dão vexame”.
Lá pelas tantas vou ler a matéria e o que descubro? Que a tal educação à francesa nada mais é… do que a bela educação à moda antiga que recebi dos meus pais…
A matéria se inspirou no livro de Pamela Druckermann, jornalista americana que escreveu um livro sobre o assunto, French Children Don’t Throw Food (“Crianças francesas não jogam comida no chão”), best-seller nos Estados Unidos e Inglaterra.
“Ex-repórter do The Wall Street Journal, ela resolveu investigar as origens desse comportamento civilizado, que está na forma como as mães francesas criam os filhos. O segredo? Não vivem em função deles nem tratam as crianças como pequenos reis. Elas não toleram birras, não negociam nem passam o fim de semana acompanhando os pequenos em parquinhos ou festas infantis. Em resumo, educam, mas conseguem manter a vida adulta sem transformar seu mundo num playground”. = Dona Loiva, minha mãe.
“As francesas sabem dizer não e ponto”, afirma Ceres [Ceres Alves de Araújo, psicopedagoga da PUC de São Paulo], que morou em Paris e viu como lá a “criança é tratada como criança”. (…) “Até os cinco anos, a criança nem sequer entende tantos argumentos. Basta dizer não”, aconselha. Se houver réplica, Ceres sugere a resposta: “Porque sou sua mãe e sei o que é melhor”. = Dona Loiva. Incluindo a variação “porque sou tua mãe e estou mandando”, um clássico amplamente utilizado.
“A alimentação, tema crucial para a maioria das mães do planeta, é uma das questões sobre as quais Pamela Druckerman se debruça. Segundo a autora, as francesas prezam horários fixos para as refeições, sempre à mesa, começando com uma salada e terminando com queijo. As crianças comem uma versão encurtada do menu dos adultos e são encorajadas a provar de tudo. Não existe criar um cardápio diferenciado ou a hipótese de preparar outro prato porque naquele dia não tem nada que o pequeno aprecie. Comida, na França, não envolve jogo emocional”. = Dona Loiva. Nada de fazer as refeições na frente da TV e tinha horário para o almoço e jantar. E aqui também entra a filosofia do Seu Áureo = “Deus faz muito em mostrar. Quer comer, come. Não quer, não come. Mas é isso o que temos para a refeição”.
“Na abordagem francesa, os pais estabelecem uma ‘moldura’ de limites. A imagem sugere fixar regras, mas com certa liberdade dentro delas. Com a moldura definida, as necessidades dos adultos permanecem, ao menos, no mesmo nível que as das crianças. Criar filhos é apenas parte do plano, e não um projeto de vida”.
Se eu sonhasse que isso daria um best-seller, rá, mas tinha colocado minha mãe a escrever esse tal livro há tempos… Guardando o segredo há mais de trinta anos…
Sério, onde foi que nos perdemos?
Casualmente, o Ask Mi também compartilhou um texto sobre o assunto hoje.
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