As neo-darwinistas do Habla

Muito interessante o Movimento Habla, o braço da Abril Mídia voltado ao estudo das tendências do comportamento feminino. Para saber mais, clique aqui .
Cynthia Almeida, que coordena o Habla, é colunista da revista Cláudia. É dela esse texto publicado na edição de julho.
“As neo-darwinistas
Nem adianta ter saudade do tempo em que o trabalho era das 9 às 5 e, uma vez fora da empresa, as preocupações e pendências ficavam em estado de suspensão, magicamente congeladas até a manhã seguinte. Hoje, você pode definir qual será óssea expediente físico, mas não controla o virtual. Pode se esforçar para “não levar trabalho pra casa”, como se dizia nos velhos tempos, mas será levada por ele onde quer que esteja, em qualquer circunstancia. No mundo da hiperconexão, o seu emprego, atividade ou negócio ficam 24 horas em você. A autodisciplina pode ajudá-la a desplugar nos momentos em que sua sanidade exigir, mas, por estar a um clique do seu dedo (polegar, se tiver menos de 30, ou indicador, se for mais crescidinha), sua profissão e você se fundiram inexoravelmente. E é daí que vem uma boa notícia: nessa grande mudança da era em que vivemos, mulheres contemporâneas decretaram que o trabalho será seu melhor amigo. Para selar essa compatibilidade entre trajetória profissional e pessoal, elas decidiram que, muito mais do que dinheiro ou aparente sucesso, o trabalho deve trazer alegria e ter um propósito. Se eu e meu ganha-pão vamos dormir e acordar juntos, que nossos sonhos sejam leves e comuns. A felicidade que as mulheres inovadoras entrevistadas pelo movimento Habla (a área de pesquisa de comportamento feminino da Abril Mídia) estão buscando no trabalho chama-se sentido. Não para justificar o sacrifício da empreitada, mas exatamente para que não haja sacrifício – e sim satisfação antes, durante e depois. O que está sendo valorizado e questionado não são apenas as finalidades nobres mas a ética e a consistência da jornada. O que eu quero com isso? Posso fazer melhor? Vai me fazer bem? E aos outros? Ao acreditarem que o trabalho é ao mesmo tempo prazeroso e poderoso – além de essencialmente transformador de si próprias, das pessoas que a cercam e da sociedade em geral -, as neo-darwinistas (como a tendência foi batizada pelo movimento Habla) estão em processo de seleção natural em sua evolução pessoal: descartam o que não serve para seu objetivo de vida e investem em seus melhores recursos e talentos. Olhe em volta e veja quantas delas estão mudando de carreira, de emprego, de ideia. Muitas se tornaram autônomas, tanto na definição da forma de trabalho eleita como no sentido literal da palavra. E deixaram a segurança das carreiras lineares para optar por projetos mais criativos e gratificantes. A mulher brasileira está entre as mais empreendedoras do mundo. Tem, entre 18 e 24 anos, as maiores taxas de participação no universo dos novos negócios. É uma característica das novas gerações que está inspirando as anteriores. Exige disposição, determinação e coragem. Mas, no final do dia, gera seres humanos melhores para perpetuar a nossa espécie.”
Genial!!!!
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