Você está convivendo com as pessoas que ama?

Tenho andado meio sumida porque às vezes tenho umas fases de “o que é que interessa para o mundo o que faço da minha vida”… Porque estamos looooooonge de ser celebridades dos blogs e criamos esse espacinho para podermos compartilhar dicas e vivências.
Aliás, nesse texto da Cris Guerra (que descobri lendo o blog da Mari Raugust, o Passarela Estreita, que super recomendo) aprendi que somos bloguistas, e não blogueiras – porque criamos o blog por prazer e afinidade com o que compartilhamos, e nunca ganhamos um pila com isso.
Mas aí eu vejo que sempre tem gente que acessa e já passamos das 16.000 visitas; então deve ser interessante pra alguém…
Daí resolvo continuar…
Hoje não quero falar de nada material. Nenhuma comprinha, nenhum lugar, nenhuma comida… mas sobre sentimentos e experiências.
Tenho pensado muito como sou privilegiada por contar com muitas pessoas extraordinárias na minha vida. E em como o nosso cotidiano doido nos engolfa e muitas vezes nos afasta dessas pessoas queridas, se elas não participam da nossa azáfama diária. E tantas outras vezes nos afastamos até mesmo de quem faz parte dela…
Então tomei uma resolução de meio de ano – sempre é tempo, né, não precisa ser de ano novo -: não perder as pessoas queridas. De vista, de contato, de lembrança, de matar a saudade.
É difícil… Como disse, somos engolfados pelo mundo, pelo sistema… porque estamos inseridos nele. É por isso que é necessário manter o olhar atento para que não se passem os dias, as semanas, os meses, os anos… e quando vemos deixamos de fazer tantas coisas, de compartilhar vida com tanta gente importante. Pode ser um happy, um almoço, uma tarde juntos… Algo presencial, de preferência… Mas na impossibilidade, ao menos um telefonema, um e-mail, um “cutuco” no Face (eu sou a rainha do “cutuco” no Face)…
Particularmente, tenho que combater muito uma tendência forte, porque convivo muitíssimo numa boa com a minha solitude… Se estiver com meus livros, música e internet – e comida, é óbvio -, não vejo o tempo passar (melhor, só se estivesse com a minha gatinha perto, a Mica). Já ouvi essa reclamação, de que conviver comigo às vezes é como estar só. E a Tâmim já está acostumada a me ouvir responder “hã-hã” pras coisas que ela me diz (e depois fica me provando se estava prestando atenção e se sou capaz de repetir o que ela me disse – uma época eu até disfarçava, mas a idade vai chegando e a gente vai perdendo a vergonha – a idade tem que ter alguma compensação, né…)
Bom, já comecei a colocar minha resolução em prática. Dediquei meu sábado à minha irmãzinha querida – a Tâmim, dos pitacos. Fomos almoçar num lugar diferente, levei-a numa loja de coisas pra casa que ela aaaaaama e até topei ir no shopping – tooooooooooooooortura chiiiiiiiiiiiiinesa, aquela coisa muvuquenta, gente, gente, gente, falando sem parar, parecendo uma Torre de Babel horizontal (sempre tenho aquele momento de hesitação, tipo “entro agora ou saio correndo?”, e já desistimos de entrar na porta do shopping, porque fico rabugenta como o Gargamel dos Smurfs)… Mas foi muito legal. Programinhas de irmãs…
Fomos num café e vi algo super bacana. Um trio de velhinhas, altamente elegantes, que saiu pra um programinha de amigas – espero também fazer isso na idade delas. Muito show… Nessas horas não consigo evitar de prestar atenção em alguma coisa da conversa alheia. É muito mais forte que eu, meus ouvidos não me obedecem. Não que eu seja bisbilhoteira. Quem me conhece bem sabe que é muito difícil me interessar pela vida alheia – nem tenho tempo pra isso, já tenho pouco tempo pra cuidar da minha. Porém nessas horas o meu lado observador fala mais alto. Fiquei pensando como é a vida daquelas senhoras. Só ouvi quando uma delas disse que “meu filho mais velho não me entende”… Todos carregamos nossos dramas… Talvez aquela idosa dama ainda carregue no corpo cansado uma alma de menina, afinal…
Retomando o foco do post… Foi muito bacana fazer isso e hoje repeti, num happy com amigas queridíssimas. Minha irmã, óbvio, estava junto. Porque participa dos meus grupos de amigos desde que me entendo por gente. E geralmente é uma das pessoas mais deliciosamente divertidas da rodinha – quem a conhece vai concordar, com certeza.
Portanto, quero te incentivar a também fazer o mesmo. Refletir sobre o que você está fazendo do seu tempo. Se não está deixando que ele escape por entre os seus dedos, carregando junto as pessoas importantes da sua vida, que estão ficando para trás ao longo do caminho. Não se permita chegar ao final sozinho. Que lá adiante você também tenha amigos, amigas, pra passar a tarde de sábado, família que valoriza a sua presença, filhos, ainda que não te entendam… não precisamos entender tudo, precisamos amar as pessoas.
E Tâmim, fica tranquila, não estou querendo te arrancar uns pilas (se bem que não é tão má ideia assim)… Homenagem sincera, de coração, de quem sabe que às vezes é muito mala de conviver.
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2 comentários sobre “Você está convivendo com as pessoas que ama?

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