É Sagrado Viver

Quando conheci o Padre Fábio de Melo na mídia não dei muita atenção, pensando tratar-se de mais um padreco popstar; mas no momento mais difícil da minha vida uma pessoa muito importante pra mim (Silvia, sabe que é contigo) me indicou um livro dele que me foi fundamental; o “Quem me roubou de mim?”. Ali entendi o quanto ele entende dos meandros da alma humana e percebi o quão escreve bem.

Daí passei a acompanhar mais o seu trabalho e a segui-lo no Twitter – embora não esteja conseguindo ler o Twitter há milênios… “Eu identifico quem sou nas prioridades que elejo”. “Há tanta grandeza no amiudado dos dias. Deste mal não quero sofrer: acostumar-me com as belezas do mundo”. “Há dias em que o lugar comum é a única novidade que queremos”? “Administrar a mesmice do cotidiano e dela extrair alegrias. É heróico viver assim”. “Tão importante quanto conquistar o mundo é pertencer-se”. “Aos olhos turvos a beleza é normal”. “Hora da luz calma. Gosto muito. Deus é assim. Ilumina sem ofuscar”. “Fazer com que os olhos demorem nas belezas criadas. Buscar a arte que redime, a palavra que põe voz nos meus silêncios”. Quem tem a pretensão de um dia escrever bem adoraria assinar a autoria desses tweets…

Porém, livro dele não havia lido mais nenhum. Mas o lançamento “É sagrado viver” me caiu às mãos e me tocou o coração ao se propor a “descobrir a surpreendente presença de Deus” no cotidiano.

Ainda estou no início da leitura e já fiz inúmeras marcações…

“A vida me afeta. Sorrio sozinho ao reconhecer que os detalhes do mundo ainda me assombram. Não sou indiferente às transcendências da cidade, ao milagre que estraçalha o espelho dos dias e vem lavar meus olhos com sua luz delicada. É diante do natural que minha alma se ajoelha”.

“Meu corpo é moderno, mas minha alma é antiga. Meu corpo é afeito às pressas, agendas, compromissos, ao passo que minha alma grita e reclama desejosa de calmaria”.

“A experiência nos ensina que nem sempre é possível viver conforme o desiderato. Desaprendemos a quebrar a prevalência das agendas sobre os anseios do espírito. Mas nesses intervalos de obrigações e compromissos quero que a alma permaneça desarmada. O cotidiano é prenhe de simbologias que nos propõem valores superiores, transcendentes”.

Quando for gente grande quero escrever assim…

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