Diário de Viagem – Itália – parte 8

Nada preparou meu coração para o que encontrei na Costa Amalfitana… É uma daquelas belezas que nos deixa embevecidos, extasiados, sem fôlego…

Aí você vê que todas aquelas fotos belíssimas desse lugar são verdadeiras mesmo. Para qualquer lado que se olhe é possível ver um cenário de cartão postal.
A Costiera Amalfitana fica no Mar Tirreno, na Península de Salerno. Ela começa em Salerno, estendendo-se até Ravello. 
Fizemos o trecho que vai de Salerno a Amalfi, passando por Positano e Praiano.
Não há como explicar a beleza que vai se descortinando ante os olhos enquanto se serpenteia na estradinha estreita pelas escarpas íngremes, primeiro descendo e depois subindo.
De ônibus não há ida e volta. Só são permitidos num sentido. A estradinha é tão estreita que há curvas em que parece que o ônibus não conseguirá vencê-las. Não raro, o próprio ônibus ou quem vem no sentido contrário tem de aguardar passagem, dada a condição da estrada. Há trechos em que galhos de árvore roçam nas janelas.

Eu estava sentada do lado direito, justamente o lado voltado para a costa. Muitas vezes parecia que o próprio ônibus avançava pelo perau. Em várias oportunidades só via a água lá embaixo.

É muito lindo ver quando começam a aparecer as primeiras casas de Positano, espalhadas pela montanha.
Paramos em um determinado ponto e continuamos a pé, adentrando a cidadela.
Há vielas tão estreitas que só passa uma pessoa. E há outras em que passa um carro.

A pé se vai descendo e descendo, passando por boas lojas do comércio local, que vendem roupas, calçados e jóias, até se chegar à praia. 
De Positano seguimos a Amalfi de barco. É muito lindo se voltar para trás e ver Positano incrustada nas montanhas enquanto o barco vai singrando as águas.

Amalfi é outra paisagem extasiante. É uma cidadezinha em que é possível se comprar produtos típicos de limão. Balas, sorvete, doces, licor, sabonetes alusivos… Enfim, tudo de limão.
Foi em Amalfi que conheci a D. Rosa, uma senhorinha que cuida de um dos banheiros públicos. É outro personagem que vai para o rol dos inesquecíveis conhecidos em viagem. A D. Rosa a principio parecia a pessoa mais rabugenta e mal humorada do mundo. Daí fui traduzir para umas gurias holandesas, acho, que ela estava oferecendo toalha de papel para que secassem as mãos. Asciugamani. E então foi quando ela veio puxar assunto, perguntando se eu falava italiano, de onde era, e os meus amigos, e contando que é responsável também pela limpeza da basílica de Amalfi, que o tempo no dia anterior estivera ruim, que tivemos sorte e por aí foi. Às vezes encontramos beleza e poesia sob as aparências mais improváveis… E às vezes as aparências mais agradáveis guardam interiores tão feios… Os sepulcros caiados… Quero treinar cada vez mais meu olho a captar tanto uns quanto outros…
A D. Rosa e a Costiera Amalfitana também ficaram com uma parte minha…

Nesse dia também fomos a Pompéia. Pompeii. Andando por aquelas ruas milenares é inevitável tentar reconstituir como era a vida naquele lugar à época de Cristo. Ruas pavimentadas, casas com dois andares, passarela de pedestres, água encanada… Vale cada segundo do passeio.

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