Sono e correria

Duas matérias muito interessantes e que me fizeram refletir. Uma na Claudia e uma na Glamour, edições de abril.

                                         
                                          

     

   

A da Claudia é a coluna da Cynthia de Almeida, que falou sobre a importância do sono e de como estamos paulatinamente dormindo menos.
Ela diz que “estamos trabalhando em excesso e vivendo em estado de privação de sono”. E é isso mesmo e não é novidade para ninguém. Apenas estamos muito ocupados para nos darmos conta disso…
“Diferentemente de outros distúrbios, como os alimentares ou a dependência de drogas, dormir pouco não é malvisto socialmente. É algo até aclamado: quantas de nós não se gabam de dormir apenas cinco ou seis horas por noite?” Isso tem tudo a ver com a matéria da Glamour, sobre a qual falarei abaixo. Mostrar-se extremamente ocupado conta pontos no mundo em que vivemos… E isso reflete no nosso sono.
A Cynthia traz dados de uma pesquisa da National Sleep Foundation, entidade americana, que afirma que atualmente se dorme duas horas a menos do que há um século e 38 minutos a menos do que há dez anos. Onde vamos parar? Fico me analisando, eu que durmo entre cinco e seis horas por noite, nos melhores dias. E olha que gosto de dormir…
A parte que mais me preocupou:
“Uma série de estudos desenvolvidos pela bióloga dinamarquesa Maiken Nedersgaard na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, mostra que nosso cérebro precisa de uma ‘faxina’ diária – e requer de sete a nove horas para ‘remover’ os produtos tóxicos (como a proteína beta-amyloid, associada a doenças como o mal de Alzheimer e o de Parkinson) acumulados pelo sistema nervoso desperto. O cérebro está capacitado a recuperar privações eventuais e fazer sua limpeza depois de uma ou duas noites maldormidas. Quando isso se torna rotina, a ‘sujeira’ se acumula e o resultado pode ser devastador.” 😱😱😱😱😱
Já a Glamour traz uma matéria chamada “Status: na correria”. E não é assim que todos vivemos???
“… esse modus operandi frenético virou padrão na minha, na sua, na nossa vida. Mais que isso. Além de ser considerado normal, é cada vez mais glamourizado. Viver na correria é símbolo de status, Brasil. ‘Estar sempre ocupado significa que você é uma pessoa importante e bem sucedida’, resume o filósofo Clóvis de Barros Fillho. ‘A imagem da pessoa que não tem tempo pra nada virou cool’.”
Alguém aí se identifica? Eu não digo que é apenas pelo glamour, não. Talvez generalizadamente se veja a pessoa ocupada dessa forma, mas o fato é que vamos engolindo e absorvendo tarefas e compromissos e quando vemos não temos mais tempo livre e acabamos dormindo um pingo por noite para dar conta de tudo isso…
E por falar em tempo livre:
“As pessoas não usam seu tempo livre para fazer o que têm vontade e, principalmente, para não fazer nada. ‘A sociedade espera que o tempo livre seja usado para a produção de algo. E o ser humano, sempre desejoso da aprovação alheia, faz de tudo para corresponder às expectativas’, conta Suely Guimarães, psicóloga brasiliense. No código social, pessoas ocupadas = pessoas de sucesso; e pessoas desocupadas = pessoas incompetentes, preguiçosas e sem ambição.”
De novo: alguém aí se identifica?
Só sei que na quinta-feira pré feriado estava praticamente um zumbi. E a sexta-feira empreguei inteira em me recuperar desse estado e voltar à vida. Só no final do dia a exaustão foi lentamente abandonando meu corpo… Sensação horrível…
Pretendo dar mais valor às minhas horas de sono e às minhas horas de ócio… Afinal, até o Senhor descansou no sétimo dia, e devemos nos espelhar nele…
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