Jornal digital: ler ou não ler?

Desde tempos idos, quando era adolescente e morava em Caxias do Sul, sempre gostava de ler a Zero Hora, a ZH, dominical, que, digamos, é o jornal mais importante do meu Estado, o Rio Grande do Sul.

Gostava de ler o caderno feminino, de ler os classificados, me deliciava lendo a seção de recados, numa era pré-internet, em que as pessoas procuravam sua cara metade através desses anúncios e havia alguns muito bem escritos, românticos e poéticos.
Depois que me mudei para Porto Alegre continuei com esse hábito de ler a Zero Hora dominical. E durante um tempo também fui assinante do jornal.
Há pouco tempo me assolou uma saudade da leitura diária do jornal, de acompanhar mais de perto os acontecimentos, principalmente da minha cidade – como se eu não lesse as notícias diariamente na internet…
Fiquei um tempo em dúvida. Comecei a lembrar do motivo pelo qual desisti da minha assinatura – o fato de não dar a volta na leitura dos jornais, de vê-los empilhados para uma leitura posterior que nunca acontecia.
Além disso, como viajo bastante, também ficava pensando em como faria, se os jornais não ficariam se empilhando na minha porta.
A solução era a assinatura digital. Mas ainda tinha um pouco de receio de aderir ao formato, porque queria que fosse igual ao jornal.
Quem me inspirou foi uma amiga que também viaja muito, e que me comentou que essa foi a forma que encontrou para continuar lendo o seu jornal.
Até que chegou o momento em que me decidi a fazer a assinatura digital. E me arrependi… De não ter feito antes.
                                        

Só tenho comentários positivos. Em primeiro lugar, é mais barata que a assinatura do jornal em papel. Em segundo, você lê a qualquer hora, em qualquer lugar. Baixei o aplicativo no iPad e já li o meu jornal  à noite, em Brasília, no hotel. Também posso ler o meu jornal confortavelmente instalada na cama, o que jamais faria com o papel, que transfere a tinta e suja tudo. E nunca mais deixei de ler o jornal todos os dias. E o formato é igualzinho ao do jornal impresso. 
Não acredito na morte dos jornais, revistas e livros em papel. Continuo uma compradora e leitora assídua de livros, e vejo que a maioria das pessoas também. Porém, como boa leitora que sou, não concebo não me abrir a novas tecnologias, que incentivem e contribuam com o meu hábito de leitura. Também aprecio muito a leitura no meu e-reader, o Kobo, da Livraria Cultura (já fiz um post a respeito). Há livros que compro nesse formato que são muito mais baratos que o mesmo livro em formato papel.
Portanto, não importa o formato, o que importa é ler. 
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