Cidade Nova, Santo Domingo, República Dominicana

Hoje fui zanzar pela “cidade nova”, a Santo Domingo moderna, fora da Zona Colonial.

Sempre gosto de tentar compreender como é a vida nos lugares pra onde viajo, como é o dia a dia das pessoas. E ficar só na Zona Colonial não me mostraria isso.
Fomos ao Jardín Botánico, ao Zoo, ao Shopping Sambil e ao Acuario Nacional; mas eu vi muito mais de Santo Domingo pelo que observei enquanto transitávamos de carro de um lugar para outro.
A cidade me pareceu imensa. Me lembrou muito o Rio de Janeiro em seus contrastes. Há áreas em que se encastelam os muito endinheirados – como a que margeia o Jardín Botánico – com casas muito bonitas e bem projetadas. Há pontos que se assemelham muito às periferias do Rio e La Boca e Caminito de Buenos Aires. E bairros de classe média.

Há imensas e boas avenidas que cortam a cidade. E ruas esburacadas e quase se desmanchando. Muitas vias tortuosas. O trânsito é o caos total. O Pablo, nosso motorista de hoje, foi fundamental para o sucesso do passeio.
Muitos carros novos, modernos, grandes caminhonetes, muitos Hyundai. E carros batidos e caindo aos pedaços transitando normalmente. Me lembrei de Nápoles.
Hotéis de luxo, cada um com seu cassino, na Avenida Malecón, à beira mar.
Uma Chinatown, como San Francisco e Los Angeles, que parece ser muito perigosa para os turistas, porque diz que há muitos assaltos.
Frutas sendo vendidas na caçamba de caminhonetes e outros tipos de carrinhos na rua.
Lojas muito grandes, imensas, de várias coisas. Uma Ikea, uma loja de brinquedos, artigos pra casa. 
No shopping, vários bancos e empresas de telefonia. Claro, Viva e Orange, que diz que é a melhor em custo-benefício.
Grandes pontes que ligam um lado a outro da cidade.

As famílias aqui são muito grandes. É normal um casal ter doze filhos, mas podem chegar aos vinte.
Algo interessantíssimo: em todos os lugares fui muito bem atendida, muito bem recebida, mas quando os dominicanos falam entre si muitas vezes parece que estão brigando. Me lembrou os argentinos, que me passam a mesma impressão. Creio que seja porque falam alto e muito rápido. Herança da cultura espanhola colonial, acho.
Mas é um povo que te acolhe muito bem, com simpatia e cordialidade. Fiz bons amigos aqui. Como a Teresa – vou falar dela em outro post.
Brasileiros são muito bem vindos. Todos gostam muito. “O Brasil é o mundo”. Ouvi muito isso aqui.
A música latina impera. Os dominicanos são fãs de merengue e da bachata, um ritmo próprio da ilha.

Coisas que me chamaram a atenção: o policiamento à noite no trajeto do aero para o hotel, na Zona Colonial, que tem uns 23 km. Muitos, muitos carros de polícia dispostos ao longo da via, alguns fazendo abordagens em bares. O Tony me disse que é para combater as drogas.
Aqui na Zona Colonial tem uma polícia especial para os turistas, com cuartel. E os policiais ficam circulando.
Na Zona Colonial também tem um Centro de Atendimento aos Sobreviventes, que atende mulheres que sofreram violência doméstica ou outro tipo de abuso. Pelo que entendi, aqui o agressor também tem um tratamento meio Maria da Penha.
Bom, dos lugares em que fui hoje:
Jardín Botánico – sempre procuro ir nas minhas viagens, porque o Senhor se expressa na natureza. Gostei muito. É o maior do Caribe. Plantas de várias partes do mundo. Um Jardín Japonés esplêndido. E você vai de trenzinho, com um guia explicando tudo. O que mais me impressionou: é aberto aos dominicanos gratuitamente, os quais o usam para caminhar, correr e praticar esportes. Estava cheio. Há placas ao longo de toda a estrada incentivando os bons hábitos de vida.

Zoo – não tem dimensões muito avantajadas, o que permite encaixá-lo no passeio. Amei os lêmures. E não sabia que as iguanas são nativas daqui.

Sambil Mall – shopping grande, que tem um aquário como atração. Aqui foi onde mais me lembrou a nossa vida diária no Brasil. Principalmente o pessoal dos escritórios do entorno indo lá almoçar. E as lojas são setorizadas.

Acuario Nacional – espaço amplo e tudo muito limpo. O cenário externo é lindo.

Resquícios da Zona Colonial, que complementamos hoje:
Convento de los Dominicos – começou como igreja e convento. Em seguida, funcionou a primeira universidade da América, a Universidad de Santo Tomás de Aquino. Construído entre 1510 e 1531, transformado em universidade em 1534, retomado pelos dominicanos em 1954.

Plaza Duarte – defronte ao convento, conta com uma estátua de um dos Pais da Independência, Duarte.
Monasterio de San Francisco – construído em 1508 pelos franciscanos, foi o primeiro monastério do Novo Mundo. No local funcionou um hospício entre 1880 e 1930. Foi destruído por um furacão, remanescendo em ruínas. 

Dicas: essa época, de “inverno”, é muito boa para estar aqui, já que é quente mas não deve ser tão quente quanto no verão. Mas dá pra suar bastante.
Logo, as roupas ficam imprestáveis. Essas não dá pra usar mais na viagem.
Dois dias são suficientes para conhecer as atrações da Zona Colonial, a jóia histórica da cidade; e ter uma panorâmica da parte nova. Mas um guia é essencial. 
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