Adiós, Santo Domingo; hola, Bávaro

Santo Domingo foi muito mais do que eu esperava.

A minha escolha pela República Dominicana, como já contei, deveu-se a Santo Domingo. Desde que soube que foi a primeira cidade da América envaretei que iria conhecer.

Se você tem amor à História e uma imaginação viva, é o lugar perfeito para viajar no tempo.

É impossível não voltar para o século XVI e ficar imaginando os espanhóis colonizadores indo assistir às missas na Catedral Primada de América ou em Las Mercedes, ou tentar entender como eram feitos os atendimentos no primeiro hospital da América; como eram as aulas na primeira universidade da América…

É quase possível ver as damas do então Novo Mundo desfilando aos domingos na Calle de Las Damas. Já li que eram as damas de companhia da nora de Cristóvão Colombo, Maria de Toledo, mulher de Diego. E já ouvi que eram as mulheres de vida fácil da época; o que me é difícil crer, considerando a sociedade católica severa de então. 

Você vai na Fortaleza Ozama e fica se perguntando como Cristóvão Colombo – sim, o próprio Cristóvão Colombo – aguentou ficar preso três meses numa sala sem janelas, de grossas paredes de pedra, contando apenas com umas seteiras por onde entravam luz e ar… Foi preso por dizimar os índios.
A fortaleza também servia para proteger Santo Domingo dos piratas e outros conquistadores. Não vamos longe, Sir Francis Drake efetivamente atacou a cidade em 1586.
O que mais me tocou foi imaginar as caravelas chegando. Santa Maria, Pinta e Niña. Você fica olhando o mar, como no Acuario Nacional, e é quase possível vê-las singrando as águas.
Dá pra se perguntar muito o que os índios tainos devem ter sentido ao se deparar com elas, o que equivaleria a ver uma nave espacial chegando hoje…

Os índios tainos que usavam as lagoas da caverna de Tres Ojos para se banhar. Às mulheres era destinada a lagoa mais distante, protegida e menos funda.
Enfim, uma parte do meu coração ficou na Zona Colonial, em Santo Domingo, essa jóia histórica encravada no Caribe.
Hoje foi dia de locomoção e, consequentemente, dia de conhecer mais do país.
Achei ótimo isso de transfer por van justamente para ter oportunidade de observar mais.
A região metropolitana de Santo Domingo é semelhante a de Porto Alegre.
A estrada é muito boa, asfaltada em todo o trecho, com duas pistas em toda a extensão pela qual passamos.
A informação que tenho é que a economia hoje está baseada no turismo. Realmente, não vi um distrito industrial nem grande quantidade de indústrias ao longo do trajeto. Umas duas. E uma fábrica de cimento.
Difere muito do Brasil na quantidade de caminhões trafegando. A quantidade é mínima, em comparação. O que mais vi foram caminhões de transporte de combustível. 
A parte que atravessamos, de Santo Domingo a Bávaro – ao lado de Punta Cana -, lembra muito os Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul. Aquela vastidão de planície a perder de vista, coberta de vegetação mais rasteira. Somente ao longe, bem ao longe, era possível avistar umas montanhas.
Mas o céu, ah, o céu… Que azul lindo profundo, que nuvens de algodão… Sou vidrada em céu… Quando era criança amava ficar observando os desenhos das nuvens… O céu daqui me remeteu a esse tempo.

Isso porque exatamente estava com tempo disponível, já que levamos cerca de duas horas e meia para chegar.
Passamos por La Romana, para uma paradinha. É outra cidade costeira.
Por onde passamos, que não é a parte turística, as características são as mesmas da parte de periferia de Santo 
Domingo.

Uma coisa interessante é que aqui se vê muitas casas de cores mais, digamos, diferentes. É um verde vivo, um roxo, um azulão.

E dá-lhe música latina. Até que meu motorista resolveu arriscar e colocar numa rádio moderninha tocando as músicas americanas… Do que observei, os dominicanos realmente amam os ritmos latinos, mas também é fato de que a música ajuda a compor o cenário local.

Agora estou no Iberostar Punta Cana, em Bávaro; minha primeira experiência num resort internacional, sobre a qual falarei amanhã. 

Pra adiantar, achei de uma delicadeza o arranjo de flores naturais e toalhas que estava me esperando quando cheguei no meu quarto.

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