Iberostar Punta Cana, República Dominicana

Esse lugar me lembra uma cidade, tanto pelo tamanho quanto pela quantidade de gente necessária para manter tudo em ordem.

O complexo todo conta com quatro hotéis: o Grand Bávaro, dos vips; o Bávaro; o Dominicana e o Punta Cana, os dois últimos mais ou menos equivalentes, com áreas de gastronomia e recreação comuns.
Meu quarto é bem grande, com duas camas de casal, saleta e varanda.
Tudo é muito bonito e convidativo; porém, como toda grande cidade, tem seus probleminhas…
Quando cheguei a porta do meu quarto não trancava de jeito nenhum; foi necessário chamar o técnico; o frigobar não funcionava; foi necessário trocá-lo; o cofre não funciona direito; já foi necessário chamar o técnico por três vezes, e continua não funcionando direito; já peguei toalhas e fronhas mal lavadas…
Nessa função toda é que vi que há um batalhão trabalhando aqui. Para cada coisa veio alguém de uma equipe diferente.
Além disso, ao longo do dia, na praia e na piscina ficam vários funcionários varrendo e limpando a areia e recolhendo pratos e copos usados. Fora todo o pessoal que atende nos diversos restaurantes e bares e na recepção. E os recreacionistas, ligados na tomada o dia inteiro.
É uma gente que trabalha muito… Meu garçom do jantar é o mesmo do café da manhã. Deve ser bem puxado…
Mesmo com esses pequenos senões, o resort é excelente. A comida dos buffets  é variada e bem saborosa. E ainda há os cinco restaurantes à la carte. O número de jantares a que você tem direito neles depende do número de dias que você ficará no resort. Fiquei cinco dias, tive direito a dois jantares.
É necessário agendá-los logo que se chega. Como tive que resolver aqueles probleminhas que já falei, acabei ficando com poucas opções.
Um dos que conheci foi o La Marimba, “marinero” internacional.
Minha opção de entrada foi creme de lagosta e caranguejo; e o prato principal foi camarões salteados ao rum de cana. Ambos bem deliciosos.

As sobremesas aqui são frustrantes. Muito mais bonitas e coloridas do que gostosas. O negócio é ficar no sorvete…
O outro restaurante em que fui é o bistrô, La Sibila. Comida fantástica. 
Disfarcei e fiz uma foto…

Minha escolha de entrada foram os camarões com abacaxi, que estavam excelentes.

Não dá para escolher o prato de lagosta como principal. Uma amiga minha, a Sylvia, pediu e passou fome. Vem uma lagosta solitária… O negócio é pedir o beef, que vem esse medalhão de filé lindo e gostoso.

Minha sobremesa foi o tiramisu. A melhor que comi aqui, sem contar o sorvete.

Falando em comida, no quarto tem uma cafeteira e chás, café instantâneo e Café Santo Domingo, praticamente um símbolo nacional. Água mineral com e sem gás, refrigerantes diversos e cerveja. Tudo liberado e é só ligar para a recepção para repor alguma coisa.
Há comida e bebida à vontade ao longo de todo o dia. Uma boa sacada do hotel foi ter colocado uma máquina de pipoca no bar da piscina…
Porém, no minibar do quarto não tem nada para beliscar. Nem um amendoim, uma barrinha de cereal, um chocolate, nada… Faz falta.
Falando em quarto, são oferecidos alguns mimos no banheiro. Shampoo com condicionador, shower gel, creme hidratante, touca de banho e kit de costura – que foi a primeira vez que vi.
O que eu mais gosto são os arranjos de toalha que as camareiras deixam. Lindos…

Ontem andei desbravando o Punta Cana e o Dominicana e há muitas atividades. Sauna, academia, quadras de tênis, um centro de atividades para os adolescentes, tiro ao alvo… 
À noite há apresentações e o cassino.

Também há um minishopping, um supermercado e uma farmácia. E umas lojinhas numa rua que imita uma rua caribenha.

E, claro, a atração principal: a praia e as piscinas.

Aqui venta muito. Em alguns dias muito mesmo, de ter que ficar enrolada na canga.
A praia é linda, mesmo não sendo no Mar do Caribe, e sim no Atlântico. O mar é bem mais agitado e te puxa mesmo pra dentro; além disso, há bastante buracos grandes na areia. O hotel conta com salva vidas, mas não dá para arriscar.
O hotel é lindíssimo, tanto na parte das construções quanto em relação à natureza.

A maioria dos funcionários te atende com gosto e amabilidade; mas sempre se esbarra com alguém que dormiu destapado…
Uma das coisas de que mais gostei aqui foi o público. Gente como a gente, como costumo dizer. Tem gente magra, tem gente gorda, tem mulher com celulite, tem pessoas reais. Muitas famílias, muitos casais, grupos de famílias. Todo mundo curtindo a sua praia, a sua piscina. Show, amei! 
E as pessoas vêm de tudo quanto é lugar. Brasil, Ucrânia, França, Chile, Argentina, Estados Unidos, Itália…
Uma coisa que acho muito doida – vindo do Brasil, né -: todo mundo deixa suas coisas, sua bolsa, com tudo dentro, na sua espreguiçadeira e sai pra caminhar, nadar, comer, e ninguém, hóspedes e funcionários, mexe em nada. Pra quem vem do Brasil, acostumado a viver grudado e de olho nas suas coisas, é muito estranho.
Fiquei de longe olhando a minha bolsa ontem. O funcionário passou varrendo em volta da minha cadeira e nem olhou pras minhas coisas. O que recolhe os copos, idem. Os hóspedes, igualmente.
O senão: há pessoas que “reservam” as 
espreguiçadeiras com as toalhas da piscina bem cedo de manhã, antes mesmo de tomar café – embora seja proibido. E fica difícil arrumar lugar…
Ah, e outro senão do hotel: tem que comprar o Wi-Fi. O hotel deve fazer um dinheirão com isso. Cinco dias, 25 dólares. E em muitos lugares o sinal é horrível…
Então, considerando o conjunto da obra, se me perguntassem se valeu a pena e se eu voltaria, digo, com certeza, que sim, que valeu a pena e que voltaria.
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