Cidade do Panamá, Panamá

A Cidade do Panamá me foi outra grande e grata surpresa… Não esperava encontrar uma cidade tão grande, tão moderna. Me senti chegando em São Paulo.

Do aeroporto para Punta Paitilla a distância é em torno de 25 km. Nesse caminho se vê a Costa del Este, um subúrbio que está se levantando, voltado a um público de alto poder aquisitivo. Vê-se condomínios de casas e edifícios de fino acabamento. E muitos canteiros de obras.
A Cidade do Panamá está repleta de arranha céus. Por isso a sensação de São Paulo. 
Meu hotel, o Plaza Paitilla Inn, fica em Punta Paitilla. Esse hotel foi o prédio mais alto daqui durante anos. Tem 20 andares.
O trânsito aqui é caótico, muito caótico. A cidade é servida por boas avenidas, largas, amplas, com milhares de saídas e poucos semáforos. Meu guia contou que entre 16 e 18 horas é impossível andar por aí…
A maioria dos prédios tem ventilador de teto nos ambientes abertos. Vi em várias sacadas do prédio em frente e aqui mesmo no hotel.
Aqui em volta, em Punta Paitilla, todos os prédios têm piscina. Faz muito calor aqui, um calor úmido… Em pelo menos dois prédios vi os moradores indo pra piscina no final da tarde. Também fui pra piscina do hotel, onde já estavam outros hóspedes.
Hoje fiz um tour do qual também participou um casal de americanos do Michigan. Meu guia, o Russ, nasceu no Zimbábue, morou na África do Sul e veio parar aqui no Panamá – foi ótimo para praticar o inglês. 
Eles comentaram o quanto o combustível é barato aqui. O Russ também contou que os ingressos para os jogos de futebol no Maracana – sim, eles têm um Maracanã, mas sem o til – são super baratos, e que o estádio foi construído para dar atividade de lazer para o pessoal mais pobre.

Ah, o teatro também é barato…

O Russ comentou que o Panamá quer se tornar os Estados Unidos. Talvez seja influência da herança americana, do período enque os Estados Unidos lideraram a construção e administração do Canal do Panamá.

A moeda do Panamá é o balboa, em homenagem a Vasco Nuñez Balboa, que teria sido um dos benfeitores da pátria…
Mas se usam tanto balboas como dólares. 

Uma curiosidade é que não há cédulas de balboa; só moedas. E um balboa vale um dólar.

Outra curiosidade: os panamenhos realmente consideram Balboa. Há a Avenida Balboa, a moeda balboa, estátua de Balboa… Segundo o meu guia, houve uma espécie de resgate do mito, que teria sido bastante injustiçado durante longo tempo.

Andamos bastante pela cidade e vê-se pouca pobreza. Alguns lugares específicos, mas poucos.

O Russ contou que o Panamá é considerado o terceiro país mais seguro das Américas Central e do Sul. Vivo perguntando se é seguro andar por aí, e todo mundo responde que sim. Meu guia diz que dá pra andar tranquilamente à meia noite de táxi por aí carregando seu notebook…

Outra curiosidade: a água da torneira é potável. Não arrisquei, mas diz que é potável. 

Começamos o passeio por Cerro Ancon, um parque que funciona como um mirante natural da cidade, onde se pode ver de um lado as construções e de outro o Canal do Panamá.



Além disso, é um lugar bonito, que em novembro se transforma em destino de milhares de aves migratórias, o que atrai observadores do mundo inteiro.

No sopé de Cerro Ancon há casas muito bonitas, de estilo americano, que serviram de moradia para os altos oficiais dos Estados Unidos no tempo em que administrar o canal. Hoje serve de residência para os mais abastados da cidade.

De lá fomos para o Canal do Panamá, passando pela Cidade do Saber, que concentra as universidades, escolas e afins.

Fomos ao Miraflores Locks, onde há um Centro de Visitantes. O turista é muito bem recebido. Há vários elevadores amplos e escadas também amplas, considerando que o mirante do Canal se encontra no quarto andar. E ali é possível ver os navios passando, sendo rebocados, e também a abertura das comportas. 



Há um museu bem bacana, contando a história da construção do Canal. Ali se aprende que foram os franceses que o começaram, mas seu projeto era mais complicado; que muitos sucumbiram à malária e à febre amarela; que se acreditava que a febre amarela era causada por formigas, e por isso as pessoas se cercavam de vasilhas d’água para dormir – para espantar as formigas -, o que só criava ambiente propício para os mosquitos; que acreditavam que a malária – mal aire – era causada pelo mau ar que pegavam nas escavações para a construção do Canal; que um médico cubano descobriu, no hospital da Cidade do Panamá, a causa e a cura para a febre amarela.

Quando os franceses desistiram da construção, os americanos chegaram, em 1904, trazendo o seu projeto. E permaneceram dominando o local, que era considerado inclusive território americano, até entregá-lo para o Panamá em XXX.

Há um simulador muito bacana de um navio percorrendo o Canal.

Também tinha uma espécie de cabine em que se entrava, dava-se os dados solicitados (idade e sexo), posicionava-se os pés em uma plataforma, e a máquina fazia a medição do percentual de água existente no corpo da pessoa.


Uma coisa que me chamou a atenção tanto aqui no Panamá quanto na República Dominicana foi a limpeza dos banheiros públicos e de restaurante. Shoppings, restaurantes, aeroportos, pontos turísticos e históricos, não vi nenhum sujo. E o Centro de Visitantes do Canal do Panamá conta com muitos banheiros. Um em cada andar, inclusive no mirante.

Depois fomos a Punta Culebra, um parque mantido pela Fundação Smithsonian, onde se fazem estudos sobre sapos, rãs, tartarugas, caranguejo, estrelas do mar e afins, iguanas e bichos preguiça. 


E daí ao Casco Antiguo, a segunda velha Cidade do Panamá. Depois que Panamá Viejo foi destruído por um incêndio a cidade se transferiu para essa área de Casco Antiguo.

A área está sendo completamente revitalizada. Há muitas obras de restauração. Os imóveis “novos” custam fortunas. 

Essa parte da cidade concentra muitos bares e restaurantes. É uma zona bem turística.

É possível comprar artesanato indígena em uma espécie de feira na região.

Tive a informação de que o Panamá é o único país da América em que os índios não foram dizimados. Então há remanescentes de todas as tribos.

Em Casco Viejo está a Catedral, que mistura estilos. A parte mais antiga foi toda construída com pedras vindas da Espanha. Eram as pedras que tornavam as caravelas espanholas mais pesadas, permitindo que navegassem em alto mar. No retorno para a Espanha eram substituídas pelo ouro e outros produtos de valor.

Em Casco Viejo também ficam as ruínas do Convento de Santo Domingo, onde se encontra o Arco Chato; o qual foi determinante para a escolha do Panamá pelos franceses para a construção do Canal.

A obra estava para ser erigida no Panamá ou na Nicarágua. E o Arco, construído por tijolos encaixados, perdurava no lugar desde o século XVIII, o que comprovou aos franceses que o
Panamá não é um país dado a sofrer terremotos.



Enfim, o Panamá se revelou um belo destino. Se vou fazer conexão em algum lugar que ainda não conheço, sempre procuro ficar alguns dias. Já fiz isso antes em Roma, quando voltei de Israel, e em Lisboa, quando fomos a Paris. E o mesmo aconteceu com a Cidade do Panamá. Porém, com certeza, o país merece uma permanência mais prolongada. Ouvi falar de praias incríveis…

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