A Arte da Simplicidade

Em mais de um livro vi a indicação desse, A Arte da Simplicidade, de Dominique Loreau, uma francesa que morou no Japão durante muitos anos:


Amei esse trecho, porque ele resume bem o que penso sobre ficar sozinho em casa:

CULTIVE A ARTE DE VIVER SOZINHA

Estar só, diz-se em inglês alone, o que significa na origem all one, ou seja ‘todo um’. Aprecie os momentos solitários. Na verdade, estar só não é uma escolha. É a nossa condição original. Estamos todos, no mais profundo do nosso ser, sozinhos. Pode ser doloroso para uma pessoa que não esteja habituada mas, com o tempo, torna-se uma comodidade preciosa. Não é a solidão material que há que temer, mas a solidão espiritual. Se nos sentimos perdidos sozinhos, como poderemos ter contacto com os outros, quando estão presentes? É através da solidão que podemos recuperar energia. A solidão dos verdadeiros solitários não é senão aparente. O seu espírito é um mundo povoado de seres e de ideias, uma caverna secreta onde se desenrolam mil conversas.

Aprecie a solidão. Considere-a como uma situação privilegiada, não como uma prova. É um dom do céu e a condição essencial para nos melhorarmos, tratar de assuntos sérios ou trabalhar. Os momentos de solidão são feitos para plantar grãos que crescerão e desabrocharão sobre o desconhecido, sobre partes ainda não descobertas da vida. 

Aprenda a apreciar a sua própria companhia antes de ficar encurralada nela. Há muitas hipóteses de cada um de nós passar sozinho muitos momentos da vida. O melhor é prepararmo-nos, e bem. Viver sozinho é uma arte que é necessário aprender a cultivar. Há tantas coisas que podemos realizar no silêncio e na solidão! Meditar, ler, sonhar, imaginar, criar, cuidar de nós…

Aprenda a ser feliz por si: cozinhe, faça jardinagem, coleccione, embeleze o corpo, a sua casa, os seus pensamentos… Vá de tempos a tempos passar a noite num pequeno hotel, leve um romance para um café ensolarado, vá fazer um piquenique à beira de água. Pode depois apreciar a dobrar a presença dos outros e dar-lhes mais do que alguma vez deu. A solidão torna a vida tão rica!

Essa edição e da Bizâncio, uma editora portuguesa. Também isso contribui para tornar o livro delicioso, notar a diferença na construção da linguagem, na ortografia.

Esse é apenas um pequeno trecho com o qual mais me identifiquei, mas está repleto de ideias com as quais concordo muito, sobre simplificar a vida, acumular menos e dar mais atenção ao que realmente importa. 

Recomendo a leitura!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s