Guarda-roupa inteligente

Já falei que admiro o trabalho das gurias do Oficina de Estilo nesse post.

Estava aguardando o lançamento do mais recente livro delas, em formato e-book.

  
 Acabei de baixá-lo; portanto, ainda não o li.
Porém, vou dar um gostinho pelos títulos de capítulos, subcapítulos e algumas seções.

O e-book começa tratando daquilo que atrapalha a construção de um guarda-roupa inteligente, como um armário super lotado, ou repleto de roupas que não refletem mais o estilo de vida, ou que não servem mais. É o que fazer pra alcançar esse guarda-roupa inteligente.

   

  
   
  
 
 
  
Elas não se furtam nem de enfrentar a temida roupa de ficar em casa, rsrs…

 
 

Identificados os problemas e como fazer pra ter um bom guarda-roupa, é hora de entender como revitalizá-lo.  
  

  

E então vem a hora de analisar como organizar o guarda-roupa.

   
  

E uma parte que já antecipei que vou gostar, nessa vida corrida que a gente leva: o tal tempo pra se arrumar.

   

Algo muito bacana é que as gurias estão sempre tentando despertar o lado da reflexão das leitoras e clientes para o consumo consciente. O livro é permeado disso. E também está muito presente no Instagram e no blog.

  
  
 Quem tiver interesse, está disponível pra compra pelo site da Oficina de Estilo por R$29,00.

 

UPDATE: li o livro. É uma leitura fluida, fácil, gostosa. Despertou bastante reflexão. Quero reler com calma e fazer os exercícios propostos. Super vale a pena.
 

 

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Diário de Israel

Estava falando sobre viajar para Israel outro dia e lembrei o diário de viagem que fiz quando da minha primeira ida, em junho de 2008.

Seguem alguns trechos.

Israel é lindo, é totalmente diferente. A primeira visão de Jerusalém, com suas casas de uma arquitetura tão diferente, todas de cor bege, em diferentes nuances, é indizível. Um território misto de arenoso e pedregoso, com arbustos esparsos.


Os israelenses com que conversei nas ruas, lojas e pontos turísticos foram muito educados e atenciosos. Mais ainda ao saber que éramos brasileiros.

Vida normal. O único fato digno de nota foi à entrada de um centro comercial em Jerusalém, que fica ao lado de um terminal rodoviário. Devido à concentração de pessoas tivemos de passar nossas bolsas e pertences em um aparelho de raio-x e nós passamos por um detector de metais. Apenas isso.

A comida é bastante diferente em seu tempero, mas sinto uma saudade imensa. Tudo bastante picante. Muitas frutas do lugar (tâmaras, damasco), queijos, peixe. É impossível tomar café com leite quente, porque leite só gelado.

Como é verão lá nessa época, o calor foi intenso, chegando aos 40º C. Todavia, é um calor bastante seco, o que o torna bem mais suportável.

JERUSALÉM:

O primeiro lugar que visitamos foi o Monte das Oliveiras. Embora nossa permanência tenha sido relativamente rápida, o pensamento que se repetia interminavelmente era sempre o mesmo: Jesus, meu Senhor e Salvador, também pisou nesse lugar um dia. Ele contemplou essa mesma vista da Cidade Antiga de Jerusalém. Ele orou ao Pai aqui. Ele se recolhia nesse lugar.

Tudo se dá num torvelinho, porque estava prestando atenção no pastor e no nosso guia, e queria me concentrar no Senhor, e não podia deixar de fazer fotos e o tempo acabou.

A emoção foi maior no próximo local: o Getsêmani. Pensar que aquelas oliveiras (as quais, estima-se, tenham cerca de dois mil anos) provavelmente foram testemunhas da agonia do Senhor é demais para qualquer um. Ali me desliguei das vozes do pastor e do guia e me concentrei no Senhor. Esse é um lugar imperdível.

Outro ponto em que é difícil manter a compostura é a prisão em que ficou o Senhor, sabendo que Ele foi jogado por uma das aberturas na sua parte superior e naquele cubículo permaneceu sofrendo durante a noite.


O Jardim da Tumba é um local lindo. Está fora dos muros da Cidade Antiga. Em uma das pontas está o Gólgota, a pedra em forma de caveira sobre a qual ocorreu a crucificação. Como contraponto, o jardim é cheio de vida, de um verde luxuriante, flores exuberantes. E o sepulcro do Senhor. Me recolhi no cantinho mais afastado daquele cubículo e aproveitei o tempo em que o grupo foi se revezando para fotos para ficar sentindo o lugar. Realmente, “Ele não está aqui, porque Ele ressuscitou”, como diz a placa da porta. Não há morte naquele lugar.

No Jardim da Tumba fizemos nossa ceia, porque é repleto de recantos destinados especialmente para isso, creio. Foi muito tocante e próximo do Espírito Santo esse momento.

Em Jerusalém estivemos ainda na Cidade de Davi, recentemente descoberta, que ainda está sob escavações exploratórias, onde observamos a casa de Bate-Seba, tal e qual Davi. No Tanque de Siloé, onde o Senhor mandou o cego se lavar. No túmulo do Rei Davi e no Cenáculo. Na Cidade Antiga e no Muro das Lamentações. E no Museu do Holocausto.


No último dia em Jerusalém estivemos em Ein Kerem, na fonte em que Maria se avistou com Isabel quando ambas estavam grávidas.

Jerusalém foi emocionante, impactante, cheio de vida e História. Mas o Senhor estava preparando ainda muito no porvir…

MAR MORTO E DESERTO:

O Mar Morto é surpreendente. Lindo, de um azul turquesa. Descortina-se já da rodovia, recortado pelos montes arenosos.


A praia é de pedregulhos. Várias pessoas fazem terapia com a famosa lama do Mar Morto. A água é tépida e tomamos cuidado para não deixá-la entrar em contato com os olhos ou cabelos, pelo altíssimo teor de sal.

E no Mar Morto realmente não se afunda. Nem que se queira. Até se manter sentado é difícil.

Porém, nada me preparou para o deserto, que foi uma experiência única e inesquecível.

Chegamos ao acampamento beduíno, Kfar Nokdim, ao cair da tarde. Andamos de camelo. Participamos de uma palestra que nos apresentou à vida beduína, suas origens e costumes. O povo do deserto, que se deslocava por ele em busca de água e aprendeu a obtê-la daquele terreno inóspito. Que tem como regra acolher todo aquele que bate às suas portas, que se não for recolhido morrerá no deserto. Que sinaliza aos hóspedes que são bem-vindos se receberem três rodadas do café com borra, e de que devem partir logo se receberem apenas uma.

O que mais me chamou a atenção foi a alvura da veste do nosso anfitrião, impecável, onde era bastante difícil manter as roupas e sapatos limpos.

Após jantarmos alguns membros do nosso grupo se reuniram para louvar ao Senhor e esse foi um momento de unidade com o Espírito. Vinham pessoas de outras nações para nos ouvir cantar e para participar. Alguns irmãos contaram que era possível nos ouvir do outro lado do acampamento, bastante distante dali.

E fomos ao culto à beira da fogueira. Vinte e sete nações reunidas, mais de seiscentas pessoas, adorando e louvando ao Senhor à luz das estrelas e da lua. Precisa explicar mais? Foi muito intenso, lindo e emocionante.

Quando voltei à tenda e fui à Palavra antes de dormir abri no Livro de Salmos e meus olhos imediatamente foram chamados ao 47, “Deus, o rei da terra”. E meu coração foi impactado quando comecei a ler: “Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo. Pois o Senhor Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra. Ele nos submeteu os povos e pôs sob os nossos pés as nações. Escolheu-nos a nossa herança, a glória de Jacó, a quem ele ama. Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som de trombeta. Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores. Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico. Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono. Os príncipes dos povos se reúnem, o povo de Deus de Abraão, porque a Deus pertencem os escudos da terra; ele se exaltou gloriosamente”.

Não conciliei o sono naquela noite. Dormi intermitente e às duas da manhã era como se o Senhor me chamasse lá fora. Tomei minha Bíblia e meu MP4 e saí. A noite estava gloriosa, cheia de estrelas no céu, a lua que brilhava. A quietude, uma brisa leve. E eu ouvindo louvores ao Senhor nesse cenário. Agradeci-Lhe por aquele momento. Abri a Palavra, novamente no Livro de Salmos. Salmo 8: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. (…) Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?”. Salmo 9: “Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.” Coincidência?

Essa noite eu jamais esquecerei. Às vezes estou aqui e me transporto para lá. Hoje os versos “transforma o meu deserto em um jardim secreto, lugar de intimidade contigo”, do louvor “Tua Presença”, também do Diante do Trono, ganharam um significado especial para mim.

GALILÉIA:

Passamos por Sansana, um assentamento que visa povoar o Deserto do Negev, e pela próspera cidade mediterrânea de Ashdod em nosso trilhar para a Galiléia. Podemos dizer que assim cruzamos todo o país. Aliás, o Mediterrâneo é inexplicavelmente lindo e de águas quentes. Maravilhamento.


Na Galiléia estivemos no Monte das Bem-Aventuranças; em Tabgha (onde houve a multiplicação de pães e peixes); em Cafarnaum, onde está relativamente preservada a sinagoga e a casa de Pedro; em Mensa Christi, onde o Senhor perguntou a Pedro se este o amava.

Fizemos também um passeio de barco pelo Mar da Galiléia, em uma réplica dos barcos de pescaria usados no tempo de Jesus. Esse foi outro momento impactante, porque paramos no meio do mar e tivemos uma ministração. Que veio ao encontro do meu coração e do texto que li naquele momento, justamente sobre quando o Senhor disse a Pedro para jogar as redes em determinado local e voltaram elas abarrotadas de peixes, e que devemos tomar a direção que o Senhor nos indica e o resultado será esse, profícuo.

Outro ponto alto foi o Batismo no Rio Jordão, quando quatro irmãos nossos desceram às águas. E outro batismo de uma irmã no Mar da Galiléia. Não importa a quantos batismos eu assista, sempre é um momento de grande emoção. Fico me lembrando do meu batismo e de como a minha vida mudou desde que aceitei a Jesus, e orando para que isso aconteça também com essa pessoa que está declarando ao mundo sua fé em nosso Senhor naquele momento.

RETORNO:

Os dias que passamos em Israel foram poucos, mas intensos. Deixaram muita saudade. Foram dias de liberdade no Espírito, de corpo, mente, alma e espírito dedicados ao Senhor, de reflexão, dia e noite, na Palavra de Deus. De intimidade com Deus.

Ano que vem em Jerusalém. Quem lá esteve conhece essa frase e anseia por poder dizê-la outra vez.

Já estive lá novamente em 2010. Mas no meu coração há um eterno “ano que vem em Jerusalém”.

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Cozinha de Estilo

O trabalho das gurias da Oficina de Estilo, Cristina Zanetti e Fernanda Resende, é muito bacana. Elas são pioneiras em consultoria de estilo, e também promovem o compartilhamento de ideias em seu site e nas redes sociais.

O que eu gosto é que elas promovem a valorização do individual e do autêntico na consultoria de estilo, bem como o artesanal e único nas marcas sobre as quais falam – embora elas não exaltem o consumismo, não. Seu Instagram é sempre inspirador. @oficinadeestilo

E aí esses dias elas falaram de um projeto que rolou em 2008 com a Rita Lobo, a culinarista ex-modelo que ensina todo mundo a cozinhar com seus livros, o site Panelinha e o programa Cozinha Prática, do GNT.

Trata-se de um e-book em que se fala dos diferentes estilos pessoais (clássico, moderno, sexy, romântico…) e as receitas gastronômicas que são mais adequadas para cada um desses estilos. Muito, muito legal!!! E as receitas parecem ser deliciosas (já separei umas duas ou três pra testar).

  
 
Está acessível para todos, via site da Oficina de Estilo, que te direciona para o Panelinha. Vale muito a pena explorar os dois (aliás, no Panelinha há outros e-books pra baixar).

Eu, que nem gosto de um livro, não preciso dizer que fiquei maravilhada em ter acesso a um material de tanta qualidade de forma totalmente gratuita. Une estilo, moda, gastronomia, savoir vivre e leitura. Tudo de bom!!!

Jogo de Damas – O Poder da Rede

Nesse final de semana aconteceu em Porto Alegre mais um evento do Jogo de Damas. O tema dessa edição foi O Poder da Rede.

O Jogo de Damas é um projeto voltado para mulheres, e tem por foco empreendedorismo, carreira e negócios.
Esse foi o primeiro evento de que participei, e não me lembro como tomei conhecimento do Jogo de Damas. Foi na rede…
É interessantíssimo, porque promove o networking entre as participantes, como também com os expositores de produtos e serviços; além de promover o conhecimento, o autoconhecimento e a reflexão por meio de palestras e bate papos com pessoal super selecionado. Tudo embalado pelo sorteio de muitos mimos ao longo das duas tardes de duração.

O tema dessa edição não poderia ser mais atual, o Poder da Rede, em tempos em que estamos todos conectados pessoal e virtualmente. Ali mesmo fiz três boas amigas. E uma delas já conhecia outra amiga minha. E também conhecia uma amiga de outra amiga do nosso quarteto. 

A nossa rede de relacionamentos tem alto impacto em nossos projetos pessoais e profissionais, em nossas empresas e nossas carreiras, e precisamos parar para refletir sobre isso.
Essas reuniões também são ótimas para tomarmos conhecimento daquilo que está aí, no dia a dia dos negócios, como o Love Mondays, plataforma em que os funcionários elogiam ou criticam as empresas onde trabalham, bem como divulgam os níveis salariais. Ou para aprendermos a usar da melhor maneira os recursos que temos à disposição, como a palestra sobre o LinkedIn.

Tudo foi muito bem organizado, desde o credenciamento, onde recebíamos crachá, número para o sorteio e uma sacola com folders de todos os apoiadores + bloco e caneta + bibs pra adoçar a vida.
É muito bom participar de um evento voltado ao público feminino, pensado em todos os detalhes sobre o que nos agrada. E a mulherada esta interessadíssima nesses temas, porque o local estava lotado.
Fiquei muito satisfeita por ter participado, saindo da zona de conforto. Pelas amigas que fiz, por produtos e serviços que conheci e pelo que aprendi nas exposições. Com certeza estarei na próxima edição.
P.S.: aconteceu no Teatro do Ciee. Não conhecia ainda. Ótima estrutura e muito bonito.

Colonia del Sacramento

Há tempos queria ir a Colonia del Sacramento. Tentei encaixar nas viagens a Montevidéu e a Buenos Aires, mas não deu certo. E Colonia ficou nos meus planos e pensamentos; que resolvi colocar em prática nesse último Carnaval.

Queria muito montar uma viagem bacana pra esse período; porém, as passagens aéreas estavam impraticáveis. Então encaramos de carro mesmo. Pra quem mora no Rio Grande do Sul é viável. Mais tranquilo ainda para destinos mais perto, como Punta del Este, Punta del Diablo ou La Paloma.

Amo o Uruguai. Fizemos uma viagem ótima para Montevidéu em 2013 e caí de amores pelo país vizinho. Ir de carro agora contribuiu para conhecer melhor os cenários do país, o que foi ótimo. Muitos campos a perder de vista, uma luz única, um céu que prende o olhar. Luz e céu sempre são elementos que me chamam muito a atenção. O Uruguai, assim como Lisboa, tem uma luz única.

Colonia foi surpreendente para todos nós. É uma cidade pequena; entretanto, linda. Servida por uma rambla maravilhosa, assim como em Montevidéu e em Punta; que fica pontilhada de pessoas nos mais variados horários do dia. É gente fazendo esportes, passeando com o cachorro, tomando banho no Rio de la Plata, em grupos com os amigos para aguardar o pôr do sol. Invejei aquela rambla, vou confessar.
E aí temos o Barrio Historico, uma jóia preservada com construções do período da colonização portuguesa, o pórtico da cidade, o farol, museus que contam a história local e do Uruguai.

Visitar a Calle de los Suspiros, com casas antiquíssimas, do século XVII, é essencial.

Subir no Farol rende fotos belíssimas, além de ser um dos cartões postais da cidade, lugar onde se tem que ir.

Um museu pequeníssimo, mas interessante, é o Casa de Nacarello, que fica em uma casa do século XVIII, que retrata como vivia uma família da Colonia nesse período.
Também é bem interessante o Museu Português, outro que retrata a vida na época da colonização portuguesa.
O Museu do Azulejo é pequeníssimo, mas é outro que fica em uma casa antiquíssima. Tem exemplares da azulejaria portuguesa que foram utilizados na decoração das casas da cidade.

Aliás, todos os museus da cidade são pequenos. Entretanto, vale a pena a visita, para entender melhor a história da região. Aliás, é possível comprar um passaporte para visitar todos os principais museus da cidade, e por um preço bem módico.

Ao lado da Igreja Matriz fica o ateliê de arte Luces y Sombras, onde compramos algumas lindas telas. Outro lugar que vale a visita, se você é fã de pintura.

Próxima ao Barrio Historico, mesclando-se com ele, está a Avenida General Flores, a principal rua de comércio de Colonia. Padarias, lojas de roupas, lojas de souvenirs, bancos, sorveterias, toda decorada com árvores. É imprescindível a visita. 
O Rio de La Plata está presente em toda a vida da cidade, seja no Barrio Historico, seja na Rambla.

A visita ao BIT, que é o Centro de Turismo, é imprescindível para se conhecer mais sobre a cidade. Fica estrategicamente bem próximo ao porto, onde atracam os ferry boats provenientes de Buenos Aires e Montevidéu, com turistas que vêm passar o dia na cidade. 

Fomos bem atendidos, recebemos explicações, folders, mapa. O Centro conta com wifi e bons banheiros.

Fizemos questão de assistir ao lindo vídeo que é projetado em 360 graus, em todas as paredes de uma sala retangular fechada e escura, falando sobre Colonia e outras cidades uruguaias e sobre o país.
Mais afastado um pouco do Barrio Historico fica o Museo del Ferrocarril, que conta a história das estradas de ferro uruguaias, e a Plaza de Toros, onde ocorreram touradas entre 1910 e 1912. Embora não seja possível entrar no local, que está condenado, é arquitetonicamente interessante e vale a visita. 

Um museu interessante é o de Desterros e Naufragios, que conta com uma réplica de um galeão espanhol e muitas explicações sobre como funcionavam esses navios. 

A cidade também tem um shopping. O melhor dele é o supermercado, o Tá-tá. É bem sortido, com uma rica fiambreria e açougue, com itens tipicamente uruguaios, como queijos, doce de leite, carnes de cortes especiais.
O shopping tem ainda uma farmácia e uma casa de câmbio, além de lojas de roupas e calçados e uma duas livrarias.
Em tempos de dólar tão alto, viajar para países hermanos pode ser uma boa opção. Não que o Uruguai seja um país barato, porque não é. Combustível é caro e comida é bem cara. Uma caixa de bombom Nestlé ou Lacta, as mesmas que temos aqui no Brasil, custa R$ 26,00. Nada barato… Porém, se for feita uma boa programação, a viagem pode sair em conta. 

República Dominicana e Panamá

Esse post encerra essa série sobre a República Dominicana e o Panamá.

Bem, os lugares onde fui na República Dominicana, Santo Domingo – na Zona Colonial – e Punta Cana, são essencialmente turísticos; então você encontra pessoas de tudo quanto é lugar do mundo. Norte americanos, canadenses, mexicanos, ucranianos, franceses, italianos, espanhóis, gregos, argentinos, chilenos… E muitos, mas muitos, brasileiros. E é esse caldeirão cultural que torna tudo tão interessante. Você pode praticar os idiomas que fala, faz novos amigos, da sua e de outras nacionalidades. Esse é um dos melhores aspectos dessas viagens.
A República Dominicana é um destino que congrega diferentes características. A Zona Colonial de Santo Domingo é riquíssima cultural e historicamente. Você se sente de volta no século XVI. E o litoral do país é de uma beleza natural estonteante, com resorts de excelente estrutura. E na parte chamada de Ciudad Nueva, em Santo Domingo, pode-se ver como as pessoas reais daquele país vivem.

É visível que os dominicanos valorizam muito as figuras que compuseram a sua História, como os Pais da Pátria, que tornaram o país independente do vizinho Haiti, que tomou conta do local após a saída dos colonizadores espanhóis. 

Também é um povo que se orgulha da sua origem multicultural, representada nas muñecas sin rostro, que justamente não tem o rosto com feições para representar essa multiplicidade. Achei essa foto exemplificativa na internet.

          


É um país que vive um momento econômico delicado, sustentando-se, basicamente, do turismo.

Já o Panamá, como comentei, me surpreendeu muitíssimo. Primeiro, é um país com uma economia forte. Encontrei pessoas da Colômbia e do Zimbábwe morando lá, pela qualidade e pelo custo de vida. E fiquei sabendo por essas pessoas que há muitos outros estrangeiros nessa mesma situação.

A Cidade do Panamá, que foi o único lugar que consegui conhecer, é bem estruturada, com excelentes avenidas e ruas e com muita beleza natural. Diria que une o melhor dos dois mundos, cidade e natureza.

E também é uma cidade que está revitalizando sua área de origem, reconstruindo o Casco Viejo, tão antigo quanto a Cidade Colonial de Santo Domingo.

Na Cidade do Panamá encontrei bem menos turistas, embora tenha topado com muitos brasileiros no hotel e nos shoppings.

Mas tive uma experiência interessante no meu tour. Meu guia era do Zimbábwe, já tinha morado na África do Sul e outros países americanos. Meus companheiros de tour eram um casal de norte americanos que já viajou bastante pela América Central, pelo Caribe. Então foi muito bacana trocar experiências de como a vida funciona em todos esses lugares e no Brasil.

O que ficou de mais forte para mim dessa experiência é que o continente americano e a América Central, especificamente, no caso, têm muito a nos mostrar sobre o presente e a nos ensinar sobre o passado. Eu ficava olhando todas aquelas construções do século XVI e pensando sobre o que vi do mesmo período nos lugares onde estive na Europa. E isso é uma das coisas de que mais gosto em viajar, essa viagem no tempo e essa reconstrução. 

Definitivamente, por conta dessa primeira experiência os países americanos entraram de vez na minha já extensa lista de lugares para conhecer…

Os Patacones Panamenhos

O que provei no Panamá digno de nota foram os Patacones (foto retirada da internet).

É uma espécie de chips de banana da terra, quando ela está verde (foto da internet).

Faria as vezes da nossa popular batatinha frita.
Diz que é muito popular nos países da América Central e do Caribe.
Em alguns lugares os Patacones são chamados Tostones.
A palavra Patacones se refere a uma moeda do período colonial. Porque o bolinho lembra mesmo uma moeda de ouro… 
Na internet vi que tem até uma espécie de apetrecho para fazê-lo, a pataconera.

Em termos de gosto, parece um bolinho frito achatado, bem sequinho. É gostoso quando se come com algum acompanhamento, como esse molhinho da foto – minha, pois esse foi o prato que comi – onde aparece também um filé de corvina à milanesa – “apanado”, como dizia no cardápio.

Os panamenhos comem bastante peixe, pelo que se vê.
Inclusive na Cidade do Panamá tem o Mercado del Marisco, onde meu guia disse que é muito barato para se comer. Um bom ceviche sai a US$ 1,25 (um dólar e vinte e cinco centavos)!!!