Bendita Horta

Hoje foi dia de almoçar com amigas em um lugar que fazia um tempão que eu queria conhecer: o Bendita Horta.

É um misto de mercado de orgânicos e produtos sem glúten e sem lactose e um bistrot funcional.

O bistrot conta com um prato do dia e um buffet  de saladas orgânicas. E também tem alguns pratos bacanas; lembro de ter visto tapioca e omelete no cardápio.

O prato de hoje era um filé de tilápia grelhado com molho de moqueca e alga hijiki com mix de arroz vermelho integral e chips de banana verde. Tirei aí do Instagram do Bendita:

  
E olha, estava muito bom. Pela cara dá pra ver:

  
Tudo delícia. Limpei o prato.

A porção é legal; até porque tem o buffet de saladas, que é bem variado. E não dá pra resistir, tem que provar uma sobremesa natureba e orgânica.

Escolhi o sorvete orgânico de banana com brownie de chocolate e castanha.

Sendo bem honesta, escolhi pelo sorvete, porque não sou muito de brownie; mas com o sorvete fica uma combinação show.

O sorvete meio que lembra o que faço em casa com banana congelada, quando não quero perder a banana que está amadurecendo demais. Mas só lembra, rsrs.

  
A porção é bem generosa, viu.

O gostoso é sair do almoço e furungar no mercado.

Comprei esse óleo de coco e palma em spray, que só tinha visto na internet:

  
E eu sou fissurada por temperos. Então comprei esse de ervas e alho, sem sal:

  
E uns chips de aipim e de banana verde (os que vieram com o peixe, de banana, estavam fantásticos):

   
 
Mas tem de tudo. Chocolate, tapioca, pão, laticínios, frutas, verduras, legumes, bolachas, lanchinhos…

Lugar pra voltar… E sem pressa…

Fica na Rua Silva Jardim, 344, Porto Alegre.

Diário de Israel

Estava falando sobre viajar para Israel outro dia e lembrei o diário de viagem que fiz quando da minha primeira ida, em junho de 2008.

Seguem alguns trechos.

Israel é lindo, é totalmente diferente. A primeira visão de Jerusalém, com suas casas de uma arquitetura tão diferente, todas de cor bege, em diferentes nuances, é indizível. Um território misto de arenoso e pedregoso, com arbustos esparsos.


Os israelenses com que conversei nas ruas, lojas e pontos turísticos foram muito educados e atenciosos. Mais ainda ao saber que éramos brasileiros.

Vida normal. O único fato digno de nota foi à entrada de um centro comercial em Jerusalém, que fica ao lado de um terminal rodoviário. Devido à concentração de pessoas tivemos de passar nossas bolsas e pertences em um aparelho de raio-x e nós passamos por um detector de metais. Apenas isso.

A comida é bastante diferente em seu tempero, mas sinto uma saudade imensa. Tudo bastante picante. Muitas frutas do lugar (tâmaras, damasco), queijos, peixe. É impossível tomar café com leite quente, porque leite só gelado.

Como é verão lá nessa época, o calor foi intenso, chegando aos 40º C. Todavia, é um calor bastante seco, o que o torna bem mais suportável.

JERUSALÉM:

O primeiro lugar que visitamos foi o Monte das Oliveiras. Embora nossa permanência tenha sido relativamente rápida, o pensamento que se repetia interminavelmente era sempre o mesmo: Jesus, meu Senhor e Salvador, também pisou nesse lugar um dia. Ele contemplou essa mesma vista da Cidade Antiga de Jerusalém. Ele orou ao Pai aqui. Ele se recolhia nesse lugar.

Tudo se dá num torvelinho, porque estava prestando atenção no pastor e no nosso guia, e queria me concentrar no Senhor, e não podia deixar de fazer fotos e o tempo acabou.

A emoção foi maior no próximo local: o Getsêmani. Pensar que aquelas oliveiras (as quais, estima-se, tenham cerca de dois mil anos) provavelmente foram testemunhas da agonia do Senhor é demais para qualquer um. Ali me desliguei das vozes do pastor e do guia e me concentrei no Senhor. Esse é um lugar imperdível.

Outro ponto em que é difícil manter a compostura é a prisão em que ficou o Senhor, sabendo que Ele foi jogado por uma das aberturas na sua parte superior e naquele cubículo permaneceu sofrendo durante a noite.


O Jardim da Tumba é um local lindo. Está fora dos muros da Cidade Antiga. Em uma das pontas está o Gólgota, a pedra em forma de caveira sobre a qual ocorreu a crucificação. Como contraponto, o jardim é cheio de vida, de um verde luxuriante, flores exuberantes. E o sepulcro do Senhor. Me recolhi no cantinho mais afastado daquele cubículo e aproveitei o tempo em que o grupo foi se revezando para fotos para ficar sentindo o lugar. Realmente, “Ele não está aqui, porque Ele ressuscitou”, como diz a placa da porta. Não há morte naquele lugar.

No Jardim da Tumba fizemos nossa ceia, porque é repleto de recantos destinados especialmente para isso, creio. Foi muito tocante e próximo do Espírito Santo esse momento.

Em Jerusalém estivemos ainda na Cidade de Davi, recentemente descoberta, que ainda está sob escavações exploratórias, onde observamos a casa de Bate-Seba, tal e qual Davi. No Tanque de Siloé, onde o Senhor mandou o cego se lavar. No túmulo do Rei Davi e no Cenáculo. Na Cidade Antiga e no Muro das Lamentações. E no Museu do Holocausto.


No último dia em Jerusalém estivemos em Ein Kerem, na fonte em que Maria se avistou com Isabel quando ambas estavam grávidas.

Jerusalém foi emocionante, impactante, cheio de vida e História. Mas o Senhor estava preparando ainda muito no porvir…

MAR MORTO E DESERTO:

O Mar Morto é surpreendente. Lindo, de um azul turquesa. Descortina-se já da rodovia, recortado pelos montes arenosos.


A praia é de pedregulhos. Várias pessoas fazem terapia com a famosa lama do Mar Morto. A água é tépida e tomamos cuidado para não deixá-la entrar em contato com os olhos ou cabelos, pelo altíssimo teor de sal.

E no Mar Morto realmente não se afunda. Nem que se queira. Até se manter sentado é difícil.

Porém, nada me preparou para o deserto, que foi uma experiência única e inesquecível.

Chegamos ao acampamento beduíno, Kfar Nokdim, ao cair da tarde. Andamos de camelo. Participamos de uma palestra que nos apresentou à vida beduína, suas origens e costumes. O povo do deserto, que se deslocava por ele em busca de água e aprendeu a obtê-la daquele terreno inóspito. Que tem como regra acolher todo aquele que bate às suas portas, que se não for recolhido morrerá no deserto. Que sinaliza aos hóspedes que são bem-vindos se receberem três rodadas do café com borra, e de que devem partir logo se receberem apenas uma.

O que mais me chamou a atenção foi a alvura da veste do nosso anfitrião, impecável, onde era bastante difícil manter as roupas e sapatos limpos.

Após jantarmos alguns membros do nosso grupo se reuniram para louvar ao Senhor e esse foi um momento de unidade com o Espírito. Vinham pessoas de outras nações para nos ouvir cantar e para participar. Alguns irmãos contaram que era possível nos ouvir do outro lado do acampamento, bastante distante dali.

E fomos ao culto à beira da fogueira. Vinte e sete nações reunidas, mais de seiscentas pessoas, adorando e louvando ao Senhor à luz das estrelas e da lua. Precisa explicar mais? Foi muito intenso, lindo e emocionante.

Quando voltei à tenda e fui à Palavra antes de dormir abri no Livro de Salmos e meus olhos imediatamente foram chamados ao 47, “Deus, o rei da terra”. E meu coração foi impactado quando comecei a ler: “Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo. Pois o Senhor Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra. Ele nos submeteu os povos e pôs sob os nossos pés as nações. Escolheu-nos a nossa herança, a glória de Jacó, a quem ele ama. Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som de trombeta. Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores. Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico. Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono. Os príncipes dos povos se reúnem, o povo de Deus de Abraão, porque a Deus pertencem os escudos da terra; ele se exaltou gloriosamente”.

Não conciliei o sono naquela noite. Dormi intermitente e às duas da manhã era como se o Senhor me chamasse lá fora. Tomei minha Bíblia e meu MP4 e saí. A noite estava gloriosa, cheia de estrelas no céu, a lua que brilhava. A quietude, uma brisa leve. E eu ouvindo louvores ao Senhor nesse cenário. Agradeci-Lhe por aquele momento. Abri a Palavra, novamente no Livro de Salmos. Salmo 8: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. (…) Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?”. Salmo 9: “Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.” Coincidência?

Essa noite eu jamais esquecerei. Às vezes estou aqui e me transporto para lá. Hoje os versos “transforma o meu deserto em um jardim secreto, lugar de intimidade contigo”, do louvor “Tua Presença”, também do Diante do Trono, ganharam um significado especial para mim.

GALILÉIA:

Passamos por Sansana, um assentamento que visa povoar o Deserto do Negev, e pela próspera cidade mediterrânea de Ashdod em nosso trilhar para a Galiléia. Podemos dizer que assim cruzamos todo o país. Aliás, o Mediterrâneo é inexplicavelmente lindo e de águas quentes. Maravilhamento.


Na Galiléia estivemos no Monte das Bem-Aventuranças; em Tabgha (onde houve a multiplicação de pães e peixes); em Cafarnaum, onde está relativamente preservada a sinagoga e a casa de Pedro; em Mensa Christi, onde o Senhor perguntou a Pedro se este o amava.

Fizemos também um passeio de barco pelo Mar da Galiléia, em uma réplica dos barcos de pescaria usados no tempo de Jesus. Esse foi outro momento impactante, porque paramos no meio do mar e tivemos uma ministração. Que veio ao encontro do meu coração e do texto que li naquele momento, justamente sobre quando o Senhor disse a Pedro para jogar as redes em determinado local e voltaram elas abarrotadas de peixes, e que devemos tomar a direção que o Senhor nos indica e o resultado será esse, profícuo.

Outro ponto alto foi o Batismo no Rio Jordão, quando quatro irmãos nossos desceram às águas. E outro batismo de uma irmã no Mar da Galiléia. Não importa a quantos batismos eu assista, sempre é um momento de grande emoção. Fico me lembrando do meu batismo e de como a minha vida mudou desde que aceitei a Jesus, e orando para que isso aconteça também com essa pessoa que está declarando ao mundo sua fé em nosso Senhor naquele momento.

RETORNO:

Os dias que passamos em Israel foram poucos, mas intensos. Deixaram muita saudade. Foram dias de liberdade no Espírito, de corpo, mente, alma e espírito dedicados ao Senhor, de reflexão, dia e noite, na Palavra de Deus. De intimidade com Deus.

Ano que vem em Jerusalém. Quem lá esteve conhece essa frase e anseia por poder dizê-la outra vez.

Já estive lá novamente em 2010. Mas no meu coração há um eterno “ano que vem em Jerusalém”.

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Passeio de trem no Paraná

Fui muito a Curitiba durante algum tempo, por conta do trabalho.

Foi assim que fiquei sabendo sobre o passeio de trem entre Curitiba e Morretes.
Fiz o passeio no ano passado, e desde então estou para fazer um post a respeito.
O passeio pode ser feito tanto em um trem comum quanto de litorina, que é uma versão de luxo.

Nessa versão do passeio de luxo uma van te apanha no hotel, às oito da manhã, para te levar à estação.
A estação conta com o escritório da administração da empresa proprietária dos trens, uma miniatura de uma ferrovia, uma lojinha com souvenirs do passeio e de Curitiba, banca de revista, banheiros.

O Presidente da empresa, Sr. Adonai, estava na estação, recebendo os clientes.
Ele é quem nos conta que há vinte e três trens de luxo no mundo, e dentre os três melhores está a litorina onde iríamos fazer o passeio.
Quando a porta para o acesso aos trens se abre, há um tapete vermelho para lhe dar as boas vindas e entrar na litorina. Os assentos são marcados. Há um lugar individual, há para duplas, trios e quartetos. 
Você é recebido com uma taça de espumante, e a bebida liberada durante todo o trajeto está incluída no valor pago. Sucos, refrigerantes, água, espumante, cerveja…

O interior do trem é decorado luxuosamente e com bom gosto, com bonitas telas, poltronas, sofás, mesinhas e luminárias. Música de qualidade tocando ao fundo. Me senti no vagão de luxo do trem de Downton Abbey.





Quando o passeio começa é servido o café da manhã. Croissant com presunto e queijo, suco, tortinha de limão.


A equipe de bordo é composta de um maquinista, um segurança e duas comissárias; elas têm formação superior e são as guias de turismo nas nossas paradas posteriores.


O trem vai passando pelos subúrbios de Curitiba até atingir uma paisagem mais rural e depois segue pelo meio da mata. Às vezes se passa por algumas quedas d’águas. E é feita uma pausa em um mirante. Todas as pessoas pelas quais passamos abanam para os viajantes.



Diz que o trajeto leva umas três horas, mas como ocorreram alguns problemas na linha férrea no dia em que fui, levou muito mais.
O destino final é Morretes, onde se come o barreado, comida típica paranaense, no restaurante da própria empresa proprietária dos trens. Também incluído no preço do passeio.
O barreado é o resultado final do cozimento lento e constante de carnes de segunda em panela de barro durante longo tempo, e depois misturadas à farinha de mandioca. Esse cozido é servido com arroz e banana.
Após, é tempo de dar uma olhada na cidadezinha, no artesanato e no comércio local. Cidade típica de interior, muito gostosa essa parte do passeio.
O retorno é feito de van. No caminho também se para em Antonina, outra cidadezinha típica de interior, pequena e agradável.
A van me deixou de volta no hotel às 18 horas. Porém, como disse, meu passeio levou mais tempo do que o normal.
Foi muito bacana e aprazível. Conjuga passeio de trem – de luxo -, o conforto de ser apanhado e levado de volta ao hotel, a experiência de comer uma comida típica do Paraná e conhecer um pouco mais de suas cidades do interior.
Quem faz esse passeio e a Serra Verde Express, Instagram @serraverdeexpress. Acertei tudo por e-mail, o qual retirei do site da empresa.
Paguei um pouco mais de R$ 300,00; um preço bem justo para tudo o que está incluído. É um passeio bem diferenciado, e a educação do pessoal da empresa faz toda a diferença.
Acabei de ver no site que está R$ 366,00. Maiores informações no http://www.serraverdeexpress.com.br .

Airbnb e a hacienda La Lirica

Quando fomos a Colonia del Sacramento, no Uruguai, resolvi testar o Airbnb para locar um lugar pra ficarmos.

Já havia lido algo sobre o serviço; mas havia sido negativo, uma reclamação numa coluna de revista de viagens, feita por um usuário insatisfeito.
Porém, os altos preços das acomodações nos hotéis de Colonia e a pouca disponibilidade de vagas me fizeram decidir tentar.
Baixei o aplicativo no iPhone e fiz tudo por ali, a pesquisa, a seleção e os trâmites.
É necessário criar um usuário e uma senha, e facilita se o cadastro estiver pronto antes de locar o imóvel.
Há oferta de vários em Colonia, tanto na cidade como nos arredores.
Acabei optando pela hacienda La Lirica, porque me apaixonei pelas fotos do lugar, pela atmosfera de campo, e tudo a dez minutos do centro da cidade.

Fiz a reserva e o locador entrou em contato comigo por email, via aplicativo. Tanto para aceitar a locação quanto para acertar detalhes.
Fomos conversando ao longo dos dias, sempre por email. Trocamos telefones, para o caso de alguma necessidade de urgência, combinamos um lugar onde pegaríamos as chaves e nunca nos encontramos. E deu tudo super certo.
O lugar é incrível. Uma casa muito agradável, com três quartos, banheiro, sala, sala de jantar e cozinha integradas. E uma maravilhosa área externa, com muito verde, campo, um tanque australiano (piscina) e área pra churrasco. Foram dias idílicos.

Uma das coisas de que mais gostamos: a casa tem dois mascotes, dois gatinhos muito amorosos. E ração disponível para alimentá-los. Pra minha família, que ama gatos, foi ótimo. 

Outro item que facilita muito a vida: atrás das portas de entrada da casa estavam todas as instruções e informações necessárias.
Então nossa experiência foi excelente e agradável. 
No retorno você também recebe um e-mail para que avalie publicamente o local onde ficou, que ficará disponível no site e aplicativo do Airbnb. E para que mande uma mensagem privada para o seu anfitrião. E o seu anfitrião também faz o processo inverso a seu respeito, para que outros locadores de futuros imóveis que você queira locar possam ver essa avaliação a seu respeito.

Não tenho nada para reclamar do aplicativo; pelo contrário, foi ótimo e muito útil.

Apenas esteja atento, porque embora o pagamento não seja efetuado ao locador quando da reserva, o valor da locação é debitado imediatamente do seu cartão de crédito. 

Uma última dica: antes de fechar o negócio leia o depoimento de outros hóspedes que já estiveram no imóvel. Certamente um imóvel que tenha mais depoimentos positivos de hóspedes anteriores é mais confiável.

Restaurant del Ferrocarril

Minha última dica gastronômica de Colonia del Sacramento é o restaurante do Museo del Ferrocarril, onde você tem a sua refeição em um vagão de trem.

É possível escolher pratos à la carte ou optar pelo combo do dia, composto de prato principal, refrigerante ou vinho e sobremesa.

O valor do combo é 400 pesos, e não há cobrança pelo serviço (muito bom, aliás).
A comida é boa e o lugar é uma graça. Ótima escolha para se comer bem a um custo bem razoável.

Lentas Maravillas

Lugar que eu estava na maior expectativa para conhecer em Colonia é o Lentas Maravillas. Havia ouvido falar sobre a delícia do redondo de dulce de leche e sobre a beleza do pôr do sol no quintal.

O Lentas Maravillas é um café cujo quintal dá para o Rio de la Plata.
Amei. Pelos livros, pelos gatos, pelo quintal, pelo rio, pelo atendimento simpaticíssimo, pela comida deliciosa.

É pra ir sem pressa – como tudo em Colonia -, para desfrutar, para celebrar a vida, para curtir a tarde.

Se tem um lugar em que gostaria de voltar em Colonia, esse é o Lentas Maravillas.

Colonia del Sacramento

Há tempos queria ir a Colonia del Sacramento. Tentei encaixar nas viagens a Montevidéu e a Buenos Aires, mas não deu certo. E Colonia ficou nos meus planos e pensamentos; que resolvi colocar em prática nesse último Carnaval.

Queria muito montar uma viagem bacana pra esse período; porém, as passagens aéreas estavam impraticáveis. Então encaramos de carro mesmo. Pra quem mora no Rio Grande do Sul é viável. Mais tranquilo ainda para destinos mais perto, como Punta del Este, Punta del Diablo ou La Paloma.

Amo o Uruguai. Fizemos uma viagem ótima para Montevidéu em 2013 e caí de amores pelo país vizinho. Ir de carro agora contribuiu para conhecer melhor os cenários do país, o que foi ótimo. Muitos campos a perder de vista, uma luz única, um céu que prende o olhar. Luz e céu sempre são elementos que me chamam muito a atenção. O Uruguai, assim como Lisboa, tem uma luz única.

Colonia foi surpreendente para todos nós. É uma cidade pequena; entretanto, linda. Servida por uma rambla maravilhosa, assim como em Montevidéu e em Punta; que fica pontilhada de pessoas nos mais variados horários do dia. É gente fazendo esportes, passeando com o cachorro, tomando banho no Rio de la Plata, em grupos com os amigos para aguardar o pôr do sol. Invejei aquela rambla, vou confessar.
E aí temos o Barrio Historico, uma jóia preservada com construções do período da colonização portuguesa, o pórtico da cidade, o farol, museus que contam a história local e do Uruguai.

Visitar a Calle de los Suspiros, com casas antiquíssimas, do século XVII, é essencial.

Subir no Farol rende fotos belíssimas, além de ser um dos cartões postais da cidade, lugar onde se tem que ir.

Um museu pequeníssimo, mas interessante, é o Casa de Nacarello, que fica em uma casa do século XVIII, que retrata como vivia uma família da Colonia nesse período.
Também é bem interessante o Museu Português, outro que retrata a vida na época da colonização portuguesa.
O Museu do Azulejo é pequeníssimo, mas é outro que fica em uma casa antiquíssima. Tem exemplares da azulejaria portuguesa que foram utilizados na decoração das casas da cidade.

Aliás, todos os museus da cidade são pequenos. Entretanto, vale a pena a visita, para entender melhor a história da região. Aliás, é possível comprar um passaporte para visitar todos os principais museus da cidade, e por um preço bem módico.

Ao lado da Igreja Matriz fica o ateliê de arte Luces y Sombras, onde compramos algumas lindas telas. Outro lugar que vale a visita, se você é fã de pintura.

Próxima ao Barrio Historico, mesclando-se com ele, está a Avenida General Flores, a principal rua de comércio de Colonia. Padarias, lojas de roupas, lojas de souvenirs, bancos, sorveterias, toda decorada com árvores. É imprescindível a visita. 
O Rio de La Plata está presente em toda a vida da cidade, seja no Barrio Historico, seja na Rambla.

A visita ao BIT, que é o Centro de Turismo, é imprescindível para se conhecer mais sobre a cidade. Fica estrategicamente bem próximo ao porto, onde atracam os ferry boats provenientes de Buenos Aires e Montevidéu, com turistas que vêm passar o dia na cidade. 

Fomos bem atendidos, recebemos explicações, folders, mapa. O Centro conta com wifi e bons banheiros.

Fizemos questão de assistir ao lindo vídeo que é projetado em 360 graus, em todas as paredes de uma sala retangular fechada e escura, falando sobre Colonia e outras cidades uruguaias e sobre o país.
Mais afastado um pouco do Barrio Historico fica o Museo del Ferrocarril, que conta a história das estradas de ferro uruguaias, e a Plaza de Toros, onde ocorreram touradas entre 1910 e 1912. Embora não seja possível entrar no local, que está condenado, é arquitetonicamente interessante e vale a visita. 

Um museu interessante é o de Desterros e Naufragios, que conta com uma réplica de um galeão espanhol e muitas explicações sobre como funcionavam esses navios. 

A cidade também tem um shopping. O melhor dele é o supermercado, o Tá-tá. É bem sortido, com uma rica fiambreria e açougue, com itens tipicamente uruguaios, como queijos, doce de leite, carnes de cortes especiais.
O shopping tem ainda uma farmácia e uma casa de câmbio, além de lojas de roupas e calçados e uma duas livrarias.
Em tempos de dólar tão alto, viajar para países hermanos pode ser uma boa opção. Não que o Uruguai seja um país barato, porque não é. Combustível é caro e comida é bem cara. Uma caixa de bombom Nestlé ou Lacta, as mesmas que temos aqui no Brasil, custa R$ 26,00. Nada barato… Porém, se for feita uma boa programação, a viagem pode sair em conta.