Nada a perder

Ontem li o texto do Pr. Gustavo Bessa do qual extraí esse trecho, publicado no Blog dos Bessa, que veio perfeitamente se encaixar naquilo que queria dizer nesse post:

É interessante notar que Jesus não ensinou os discípulos a orar, “Meu Pai, que estás nos céus”, mas, “Pai nosso, que estás nos céus”. Ao fazer assim, Jesus apontou para o tamanho da família de Deus. Ele não é apenas o meu Pai. Ele também é o Pai de muitas outras pessoas. E isso significa que eu não sou o filho único, mas eu tenho muitos outros irmãos e irmãs! O pastor Márcio Valadão, pastor da Igreja Batista da Lagoinha, diz que “não sou eu que digo quem é o meu irmão. Mas é o meu Pai que diz quem é o meu irmão”. Eu não somente não sou o filho único, mas eu também não escolho quem serão os meus irmãos.

Ao definir e escolher quem são os meus irmãos, o nosso Pai nos liberta dessas cadeias interiores que nos levam a rotular e a discriminar os outros cristãos. Existem outros cristãos que também chamam Deus de Pai. E como existem quase 2 bilhões de cristãos no mundo, eu certamente encontrarei algum que seja bastante diferente de mim. Alguns podem ser diferentes na cor do cabelo, da pele e dos olhos. Outros podem ser diferentes na tradição religiosa e serem batistas, metodistas, presbiterianos, assembleianos, ortodoxos, coptas, católicos, menonitas, anglicanos ou luteranos. Ainda outros podem ser diferentes na teologia e serem calvinistas, arminianos, liberais, confessionais, conservadores ou pentecostais. Ainda que, dentro de mim, eu queira prender com cadeias, rotular e discriminar as pessoas que são diferentes de mim, o nosso Pai que está nos céus nunca nos deu o poder de definir quem é o nosso irmão e a nossa irmã. Os nossos irmãos e irmãs não são definidos e escolhidos pela cor, tradição religiosa ou pela teologia que têm, mas pelo nosso Pai que está nos céus.

Acabei de ler a trilogia da biografia do Pr. Edir Macedo, da Universal.

  

  

              
Nunca estive na Universal, mas tenho amigos que frequentam ou já frequentaram.

E conheci o blog e os livros da Cristiane Cardoso, bem como o Godlywood e a Terapia do Amor, antes de saber que ela é filha do Bispo Macedo.

Além disso, Os Dez Mandamentos e outras produções bíblicas da Record abençoaram a minha vida.

Não sabia praticamente nada da trajetória da Igreja, e a história da vida do Bispo Macedo se confunde com a dela.

Então achei que valia a pena entender melhor como nasceu e se desenvolveu essa obra que está em mais de cem países.

Gostei muito.

Por exemplo, não sabia que a assistência social era tão forte na Universal. Desconhecia que o testamento do Pastor deixa todos os seus bens para a Igreja. Não fazia ideia de que a Universal está em tantos países. E nem de como foi difícil implementá-la e desenvolvê-la. A valorização da família. O ministério de libertação.

Quer dizer que concordo com tudo? Não. Mas zilhares de almas foram conduzidas ao Senhor através de Edir Macedo; ou seja, ele fez muito mais do que eu fiz. E só por isso já merece meu respeito.

Até porque, ao fim e ao cabo, independente de denominação, é como diz o Pastor Gustavo Bessa, somos todos irmãos em Cristo.

Falando da leitura em si, é bastante agradável. Confesso que fluiu que nem vi passar. Li praticamente um volume à luz de lanterna, enquanto uma verdadeira tormenta assolava Porto Alegre. Foi quando ficamos alguns dias sem luz e sem água. Então dá pra dar uma ideia da dimensão do temporal e do quanto a leitura me ajudou…

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Verdadeira Adoração 

Deus fala muito comigo através das minhas leituras. 
Esse livro Verdadeira Adoração, Princípios de uma vida diante do trono, da Ana Paula Valadão, chamou a minha atenção porque eu queria ver o que alguém que se dedica ao ministério de louvor e adoração tem pra dizer sobre adoração ao Senhor.

  

Esse livro foi muito precioso pra mim, pois me mostrou que muitas das dúvidas ou crenças que tenho não são exclusivamente minhas e também são compartilhadas por quem se dedica ao ministério de louvor e adoração, por exemplo.

Separei alguns trechos que me foram mais importantes, a fim de dar uma ideia do que a obra trata.

Um ponto sobre o qual refleti muito é sobre a nossa religiosidade. Como nos agarramos à nossa forma de fazer as coisas, à nossa zona de conforto, e nos fechamos ao novo que o Senhor está nos trazendo, está nos mostrando. E que temos que estar atentos ao que o Espírito Santo está fazendo nos dias atuais, movermo-nos com ele.

   
  

Essa próxima parte me tocou porque sinto o mesmo. Quando falho na minha vida devocional, na minha vida de oração, eu fico muito mal. E demoro a conseguir voltar a olhar para o Senhor, voltar a procurá-Lo, voltar a me relacionar com Ele. Mas o segredo está na graça de Deus, porque sempre seremos falhos, imperfeitos, e é ela que nos resgata, que nos mantém e que afasta o que fizemos de errado, viabilizando que continuemos a nossa caminhada com Deus.

  

  

A consagração a Deus, 24 horas por dia, 7 dias da semana, separando a nossa vida pra Ele; pela consciência de que queremos estar na presença Dele, diante do trono, o tempo todo.

  

  

  

O que importa não é o que fazemos pra Deus. Mas é se Ele realmente tem o nosso coração, se estamos efetivamente nos relacionando com Ele.

  

   
 
É um livro pra ler e voltar a ler depois de algum tempo.

O meu eu comprei na loja do Diante do Trono, mas já vi em outros sites de e-commerce.

Bíblia Arqueológica 

Estou amando muito a Bíblia de Estudo Arqueológica. Pra quem gosta de História, Arqueologia e quer entender melhor como era a vida nas épocas retratadas na Bíblia, é um prato cheio e saboroso.

  
Como diz na página de abertura, é um passeio ilustrado através da História e da cultura da Bíblia.

A versão é a Nova Internacional. A minha preferida é a Almeida Revista e Atualizada, mas é fundamental estudarmos diferentes tipos.

Ela vem recheada de Notas Históricas e Culturais, dados sobre povos, terras e governantes antigos, sítios arqueológicos, textos e artefatos antigos.

   
    
  

 

  

E, claro, notas de rodapé, bastante ricas.

   
Há sempre uma introdução a cada livro.

  
E glossário, concordância bíblica, tabela de pesos e medidas e mapas.

   
Tem índice na lombada lateral – embora a do meu pai, que é em tons de marrom, tenha vindo sem… E ambas foram compradas juntas.

   
Como se pode ver, a impressão é em papel de excelente qualidade e colorido.

A editora é a Vida.

Comprei no site da Shekinah Distribuidora, que vende muito mais barato. O pagamento é por depósito bancário, mas foi 40% mais em conta…

Diário de Israel

Estava falando sobre viajar para Israel outro dia e lembrei o diário de viagem que fiz quando da minha primeira ida, em junho de 2008.

Seguem alguns trechos.

Israel é lindo, é totalmente diferente. A primeira visão de Jerusalém, com suas casas de uma arquitetura tão diferente, todas de cor bege, em diferentes nuances, é indizível. Um território misto de arenoso e pedregoso, com arbustos esparsos.


Os israelenses com que conversei nas ruas, lojas e pontos turísticos foram muito educados e atenciosos. Mais ainda ao saber que éramos brasileiros.

Vida normal. O único fato digno de nota foi à entrada de um centro comercial em Jerusalém, que fica ao lado de um terminal rodoviário. Devido à concentração de pessoas tivemos de passar nossas bolsas e pertences em um aparelho de raio-x e nós passamos por um detector de metais. Apenas isso.

A comida é bastante diferente em seu tempero, mas sinto uma saudade imensa. Tudo bastante picante. Muitas frutas do lugar (tâmaras, damasco), queijos, peixe. É impossível tomar café com leite quente, porque leite só gelado.

Como é verão lá nessa época, o calor foi intenso, chegando aos 40º C. Todavia, é um calor bastante seco, o que o torna bem mais suportável.

JERUSALÉM:

O primeiro lugar que visitamos foi o Monte das Oliveiras. Embora nossa permanência tenha sido relativamente rápida, o pensamento que se repetia interminavelmente era sempre o mesmo: Jesus, meu Senhor e Salvador, também pisou nesse lugar um dia. Ele contemplou essa mesma vista da Cidade Antiga de Jerusalém. Ele orou ao Pai aqui. Ele se recolhia nesse lugar.

Tudo se dá num torvelinho, porque estava prestando atenção no pastor e no nosso guia, e queria me concentrar no Senhor, e não podia deixar de fazer fotos e o tempo acabou.

A emoção foi maior no próximo local: o Getsêmani. Pensar que aquelas oliveiras (as quais, estima-se, tenham cerca de dois mil anos) provavelmente foram testemunhas da agonia do Senhor é demais para qualquer um. Ali me desliguei das vozes do pastor e do guia e me concentrei no Senhor. Esse é um lugar imperdível.

Outro ponto em que é difícil manter a compostura é a prisão em que ficou o Senhor, sabendo que Ele foi jogado por uma das aberturas na sua parte superior e naquele cubículo permaneceu sofrendo durante a noite.


O Jardim da Tumba é um local lindo. Está fora dos muros da Cidade Antiga. Em uma das pontas está o Gólgota, a pedra em forma de caveira sobre a qual ocorreu a crucificação. Como contraponto, o jardim é cheio de vida, de um verde luxuriante, flores exuberantes. E o sepulcro do Senhor. Me recolhi no cantinho mais afastado daquele cubículo e aproveitei o tempo em que o grupo foi se revezando para fotos para ficar sentindo o lugar. Realmente, “Ele não está aqui, porque Ele ressuscitou”, como diz a placa da porta. Não há morte naquele lugar.

No Jardim da Tumba fizemos nossa ceia, porque é repleto de recantos destinados especialmente para isso, creio. Foi muito tocante e próximo do Espírito Santo esse momento.

Em Jerusalém estivemos ainda na Cidade de Davi, recentemente descoberta, que ainda está sob escavações exploratórias, onde observamos a casa de Bate-Seba, tal e qual Davi. No Tanque de Siloé, onde o Senhor mandou o cego se lavar. No túmulo do Rei Davi e no Cenáculo. Na Cidade Antiga e no Muro das Lamentações. E no Museu do Holocausto.


No último dia em Jerusalém estivemos em Ein Kerem, na fonte em que Maria se avistou com Isabel quando ambas estavam grávidas.

Jerusalém foi emocionante, impactante, cheio de vida e História. Mas o Senhor estava preparando ainda muito no porvir…

MAR MORTO E DESERTO:

O Mar Morto é surpreendente. Lindo, de um azul turquesa. Descortina-se já da rodovia, recortado pelos montes arenosos.


A praia é de pedregulhos. Várias pessoas fazem terapia com a famosa lama do Mar Morto. A água é tépida e tomamos cuidado para não deixá-la entrar em contato com os olhos ou cabelos, pelo altíssimo teor de sal.

E no Mar Morto realmente não se afunda. Nem que se queira. Até se manter sentado é difícil.

Porém, nada me preparou para o deserto, que foi uma experiência única e inesquecível.

Chegamos ao acampamento beduíno, Kfar Nokdim, ao cair da tarde. Andamos de camelo. Participamos de uma palestra que nos apresentou à vida beduína, suas origens e costumes. O povo do deserto, que se deslocava por ele em busca de água e aprendeu a obtê-la daquele terreno inóspito. Que tem como regra acolher todo aquele que bate às suas portas, que se não for recolhido morrerá no deserto. Que sinaliza aos hóspedes que são bem-vindos se receberem três rodadas do café com borra, e de que devem partir logo se receberem apenas uma.

O que mais me chamou a atenção foi a alvura da veste do nosso anfitrião, impecável, onde era bastante difícil manter as roupas e sapatos limpos.

Após jantarmos alguns membros do nosso grupo se reuniram para louvar ao Senhor e esse foi um momento de unidade com o Espírito. Vinham pessoas de outras nações para nos ouvir cantar e para participar. Alguns irmãos contaram que era possível nos ouvir do outro lado do acampamento, bastante distante dali.

E fomos ao culto à beira da fogueira. Vinte e sete nações reunidas, mais de seiscentas pessoas, adorando e louvando ao Senhor à luz das estrelas e da lua. Precisa explicar mais? Foi muito intenso, lindo e emocionante.

Quando voltei à tenda e fui à Palavra antes de dormir abri no Livro de Salmos e meus olhos imediatamente foram chamados ao 47, “Deus, o rei da terra”. E meu coração foi impactado quando comecei a ler: “Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo. Pois o Senhor Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra. Ele nos submeteu os povos e pôs sob os nossos pés as nações. Escolheu-nos a nossa herança, a glória de Jacó, a quem ele ama. Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som de trombeta. Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores. Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico. Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono. Os príncipes dos povos se reúnem, o povo de Deus de Abraão, porque a Deus pertencem os escudos da terra; ele se exaltou gloriosamente”.

Não conciliei o sono naquela noite. Dormi intermitente e às duas da manhã era como se o Senhor me chamasse lá fora. Tomei minha Bíblia e meu MP4 e saí. A noite estava gloriosa, cheia de estrelas no céu, a lua que brilhava. A quietude, uma brisa leve. E eu ouvindo louvores ao Senhor nesse cenário. Agradeci-Lhe por aquele momento. Abri a Palavra, novamente no Livro de Salmos. Salmo 8: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. (…) Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?”. Salmo 9: “Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.” Coincidência?

Essa noite eu jamais esquecerei. Às vezes estou aqui e me transporto para lá. Hoje os versos “transforma o meu deserto em um jardim secreto, lugar de intimidade contigo”, do louvor “Tua Presença”, também do Diante do Trono, ganharam um significado especial para mim.

GALILÉIA:

Passamos por Sansana, um assentamento que visa povoar o Deserto do Negev, e pela próspera cidade mediterrânea de Ashdod em nosso trilhar para a Galiléia. Podemos dizer que assim cruzamos todo o país. Aliás, o Mediterrâneo é inexplicavelmente lindo e de águas quentes. Maravilhamento.


Na Galiléia estivemos no Monte das Bem-Aventuranças; em Tabgha (onde houve a multiplicação de pães e peixes); em Cafarnaum, onde está relativamente preservada a sinagoga e a casa de Pedro; em Mensa Christi, onde o Senhor perguntou a Pedro se este o amava.

Fizemos também um passeio de barco pelo Mar da Galiléia, em uma réplica dos barcos de pescaria usados no tempo de Jesus. Esse foi outro momento impactante, porque paramos no meio do mar e tivemos uma ministração. Que veio ao encontro do meu coração e do texto que li naquele momento, justamente sobre quando o Senhor disse a Pedro para jogar as redes em determinado local e voltaram elas abarrotadas de peixes, e que devemos tomar a direção que o Senhor nos indica e o resultado será esse, profícuo.

Outro ponto alto foi o Batismo no Rio Jordão, quando quatro irmãos nossos desceram às águas. E outro batismo de uma irmã no Mar da Galiléia. Não importa a quantos batismos eu assista, sempre é um momento de grande emoção. Fico me lembrando do meu batismo e de como a minha vida mudou desde que aceitei a Jesus, e orando para que isso aconteça também com essa pessoa que está declarando ao mundo sua fé em nosso Senhor naquele momento.

RETORNO:

Os dias que passamos em Israel foram poucos, mas intensos. Deixaram muita saudade. Foram dias de liberdade no Espírito, de corpo, mente, alma e espírito dedicados ao Senhor, de reflexão, dia e noite, na Palavra de Deus. De intimidade com Deus.

Ano que vem em Jerusalém. Quem lá esteve conhece essa frase e anseia por poder dizê-la outra vez.

Já estive lá novamente em 2010. Mas no meu coração há um eterno “ano que vem em Jerusalém”.

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Em busca de significado

Estou compartilhando esse texto que o pastor Gustavo Bessa publicou no Blog dos Bessa, porque o achei muito profundo e apropriado para o tempo que estamos vivendo:

Em busca de significado

Hoje acordei com aquela sensação de vazio. Você já passou por essa situação? A pessoa acorda e, sem mais nem menos, ela olha para o dia sem ter qualquer perspectiva em relação ao que fazer. Não que não existam demandas ou atividades; mas a pessoa simplesmente não consegue focar em coisa nenhuma. É uma sensação ruim e extremamente perniciosa pois, pouco a pouco, a sensação de vazio tenta influenciar os sentimentos, os pensamentos e a vontade. As pessoas que se entregam a esse tipo de sugestão tornam-se catatônicas! Elas perdem as boas emoções da vida, suprimem a habilidade de desenvolverem bons pensamentos e desistem de praticar boas ações. Essas pessoas se entregam à morte para morrerem silenciosamente sem motivo e sem causa.

Os jornais de ontem noticiaram o aumento do número de suicídios entre mulheres de 15 a 29 anos na cidade de São Paulo. Para o repórter do G1, o médico psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Teng Chei Tung disse que o suicídio “está muito associado a quadros psiquiátricos, como depressão ou uso de drogas. Nas grandes cidades, a mulher tem mais chance de ter depressão, pois o estilo de vida urbano é sobrecarregado. A pressão é muito grande. A mulher tem de cuidar da casa, dos filhos e trabalhar. Isso tudo piora a condição de saúde mental.”[1] 

Não tenho dúvidas de que uma das razões por detrás desses suicídios é a sensação de vazio. As pessoas sentem o vazio porque não conseguem encontrar o significado para a vida. Elas se entregam à correria do dia-a-dia, executam as tarefas que lhes são exigidas, submetem-se às pressões mais sufocantes, multiplicam os seus esforços para alcançar as metas; mas, no fim, não sabem muito bem porque estão se desgastando tanto. Será que o significado da vida é medido pela quantidade de relacionamentos que temos, pelo número de seguidores que possuímos, pelos elogios que arrancamos da das pessoas? Será que vivemos, trabalhamos e investimos o nosso suor e tempo para conseguir comprar uma casa maior, um carro melhor, uma roupa mais cara, um pacote de viagens mais exótico, um nome mais conhecido pela multidão? Será que o significado da nossa vida é dado pela nossa conta bancária? Pelos likes no Facebook? Pelos diplomas na parede? Pelos nossos trabalhos seculares ou ministeriais?

As pessoas se perdem no vazio quando medem a própria vida, que é um bem intangível e eterno, com essas réguas e padrões, que são tangíveis e passageiros. A pessoa irá se desesperar toda vez que medir aquilo que é eterno com uma régua passageira. Ela irá de angustiar porque verá que essas réguas nunca são grandes o suficiente! A vida é sempre maior do que quaisquer réguas que a sociedade à nossa volta nos oferece! A régua do trabalho não consegue apresentar o resultado correto para o significado da vida! A régua da conta bancária também não consegue apresentar um resultado satisfatório para o significado da vida! A régua dos estudos é falha! A régua da fama também não é adequada! A régua do trabalho ministerial também não é apropriada! O ser humano não possui réguas e padrões adequados para apresentar o tamanho do significado da vida. As nossas réguas são sempre muito curtas! Sempre falta um grande pedaço, que deixou de ser medido! Por isso, as pessoas, que só consideram os padrões de medição humano, se desesperam tanto e caem no vazio!

Certa vez, Jesus corrigiu os discípulos porque eles estavam usando réguas e padrões humanos para medirem o sucesso da vida. Eles haviam tido muito sucesso em uma viagem ministerial e, por isso, cheios de alegria, eles disseram: “Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome” (Lucas 10.17 – NVI). A alegria deles estava baseada no sucesso que haviam tido no trabalho realizado! Não é errado ter alegria por causa de um trabalho bem-sucedido. Devemos nos alegrar com as nossas vitórias sempre. Contudo, não podemos imaginar que o sentido da nossa vida está no nosso trabalho ou no sucesso. Não podemos medir o significado da nossa vida ou buscar a nossa identidade naquilo que fazemos! Por essa razão, Jesus docemente corrigiu a perspectiva dos discípulos, e disse: “Alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus” (Lucas 10.20). Jesus nos ensinou que ao invés de buscar a nossa identidade e significado da vida naquilo que é passageiro, devemos firmar a nossa identidade e basear o nosso significado naquilo que é eterno, a saber, Deus! “Alegrem-se porque seus nomes estão escritos nos céus”.

Eu fiz esse exercício essa manhã. Ao perceber a sensação de vazio aproximar-se de mim, voltei os meus olhos para o Senhor. Fui lembrado de que o meu significado não é dado pelo meu trabalho, meu conhecimento, meus estudos, minha conta bancária, meus sucessos ministeriais, minhas pregações, meus escritos, meus seguidores no Instagram, meus convites para pregar em algum lugar ou minha popularidade diante das pessoas. Todas essas coisas podem deixar de existir algum dia. Elas são passageiras e temporárias. Um dia, elas existem; mas no dia seguinte, elas podem deixar de existir. O Espírito Santo me relembrou que o meu significado é dado tão somente por aquilo que Jesus fez por mim, tornando-me Filho de Deus e, desde a eternidade, escrevendo o meu nome nos céus.

Aquilo que Deus fez por mim nessa manhã, quero transmitir a você. Olhe para você e entenda que quem dá o significado para a sua vida não é você mesmo ou aquilo que você faz (esqueça essas réguas e padrões de medição humanos), mas Deus e aquilo que Ele já fez por você! “Alegre-se porque o seu nome está escrito nos céus”.

[1] http://glo.bo/1MvvYh1